FAA/UNIFAA - Hospital Escola Luiz Gioseffi Jannuzzi (RJ) — Prova 2015
Criança, 5 anos, apresenta tosse produtiva há 24 horas. Mãe nega febre e refere que menor é asmático e faz uso regular de corticoide inalatório e Beta-agonista de resgate. Iniciou quadro de IVAS há 2 dias. Ao exame: hidratado, acianótico, afebril. Boa perfusão capilar periférica. MV diminuído com sibilos expiratórios, tiragem subcostal e saturação de oxigênio de 94%. Na emergência é realizada duas nebulizações com fenoterol e Ipratrópio. Após a mesma menor é reavaliado e continua com saturação abaixo de 95% e com sibilos difusos. Qual o próximo passo:
Crise asmática refratária a 2 doses de broncodilatador → repetir broncodilatador e considerar corticoide sistêmico precoce.
Em uma crise asmática, a resposta inicial aos broncodilatadores deve ser reavaliada. Se após duas doses a criança ainda apresenta sinais de desconforto respiratório e saturação subótima (abaixo de 95%), a conduta padrão é repetir as doses de broncodilatadores (fenoterol/salbutamol + ipatrópio) em intervalos curtos, enquanto se aguarda o efeito do corticoide sistêmico, que deve ser administrado precocemente.
O manejo da crise asmática em crianças é uma situação comum e desafiadora na emergência pediátrica. Este caso ilustra uma criança asmática com uma crise moderada a grave, evidenciada por sibilos difusos, tiragem subcostal e saturação de oxigênio de 94%, mesmo após duas nebulizações com fenoterol e ipatrópio. A conduta inicial para uma crise asmática inclui a administração de broncodilatadores de curta ação (beta-agonistas como fenoterol ou salbutamol) e anticolinérgicos (brometo de ipatrópio) por via inalatória, além de oxigenoterapia se a saturação estiver abaixo de 94-95%. O corticosteroide sistêmico (oral ou intravenoso) também deve ser administrado precocemente, pois seu efeito anti-inflamatório é crucial, mas leva algumas horas para se iniciar. Quando a resposta às primeiras doses de broncodilatadores é insuficiente, o próximo passo é repetir as nebulizações em intervalos curtos (a cada 20 minutos ou até continuamente, dependendo da gravidade), enquanto se aguarda o efeito do corticoide. Outras terapias, como sulfato de magnésio intravenoso, são reservadas para crises mais graves e refratárias à terapia convencional. O salbutamol venoso é uma opção para casos muito graves, mas não é a primeira escolha após falha de duas nebulizações. O corticoide inalatório na dose habitual não é suficiente para uma crise aguda.
Em crises asmáticas moderadas a graves, as nebulizações com beta-agonistas de curta ação (como fenoterol ou salbutamol) podem ser repetidas a cada 20 minutos por até 3 doses na primeira hora, ou mesmo continuamente em casos graves, sempre reavaliando a resposta clínica.
O sulfato de magnésio intravenoso é indicado em crises asmáticas graves que não respondem adequadamente à terapia inicial com broncodilatadores e corticosteroides sistêmicos, atuando como um broncodilatador de resgate.
O corticoide sistêmico (oral ou intravenoso) é fundamental no manejo da crise asmática para reduzir a inflamação das vias aéreas. Deve ser administrado precocemente, pois seu efeito leva algumas horas para se manifestar, e sua ação é complementar à dos broncodilatadores.
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