PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2019
Assinale a alternativa correta quanto à conduta a ser tomada no manejo da crise de asma na infância:
Crise de asma infantil: Iniciar broncodilatador em casa para sibilância prévia é conduta correta.
Para crianças com histórico de asma e episódios prévios de sibilância, o uso de broncodilatadores de curta ação (SABA) em casa, assim que os sintomas de crise surgem, é uma conduta essencial do plano de ação para asma. Isso permite um controle precoce dos sintomas e pode prevenir a progressão para crises mais graves, evitando idas desnecessárias à emergência.
A crise de asma na infância é uma das principais causas de atendimento de emergência pediátrico. O manejo adequado é fundamental para prevenir a progressão da doença, reduzir hospitalizações e melhorar o prognóstico a longo prazo. A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, e as crises são episódios agudos de broncoespasmo, edema e hipersecreção de muco. A fisiopatologia da crise envolve a hiper-responsividade brônquica a diversos gatilhos, resultando em obstrução reversível das vias aéreas. O diagnóstico da crise é clínico, baseado na presença de sibilância, tosse, dispneia e uso de musculatura acessória. A avaliação da gravidade é crucial e deve considerar parâmetros como frequência respiratória, saturação de oxigênio, nível de consciência e capacidade de fala. O tratamento inicial em casa para crianças com plano de ação inclui o uso de broncodilatadores de curta ação (SABA). Em ambiente hospitalar, além dos SABA, corticosteroides sistêmicos (preferencialmente orais) são indicados. A radiografia de tórax é reservada para casos específicos. O objetivo é reverter o broncoespasmo, reduzir a inflamação e prevenir a recorrência da crise.
Iniciar o broncodilatador em casa é crucial para o controle precoce da crise, reduzindo a inflamação das vias aéreas e aliviando os sintomas rapidamente. Isso faz parte do plano de ação individualizado da asma e pode evitar a necessidade de atendimento de emergência.
Não, a radiografia de tórax não é sempre necessária. Ela é indicada apenas em casos de suspeita de complicações como pneumonia, pneumotórax, atelectasia ou quando há apresentação atípica da crise, como febre alta ou dor torácica localizada.
Não, a efetividade dos corticosteroides injetáveis não é superior à dos orais em casos de crise de asma, desde que a criança consiga tolerar a via oral. A via oral é preferível devido à menor invasividade e custo, com eficácia semelhante.
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