Crise de Asma em Adolescentes: Abordagem Correta

CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2020

Enunciado

Jovem de 15 anos vem ao consultório com crise de broncoespasmo, referindo que tem dermatite e crises recorrentes de sibilancia desde criança. Responde bem à bombinha de salbutamol ou inalações com fenoterol, mas procurou atendimento porque nos últimos meses vem apresentando crises frequentes, com seguidas idas ao PS (3 vezes no último mês) e não consegue dormir por causa de tosse (todas as noites). Seus pais também têm história de asma. Ao exame, está em bom estado geral, afebril e acianótico, porem taquidispneico, com tiragem intercostal e sibilancia difusa (ambos hemitórax). A abordagem CORRETA, neste caso, é:

Alternativas

  1. A) Solicitar prova de função e dar broncodilatador inalatório até o resultado.
  2. B) Corticoide oral + broncodilatador oral.
  3. C) Montelucaste oral + broncodilatador oral.
  4. D) Broncodilatador inalatório + corticoide inalatório + corticoide oral.

Pérola Clínica

Crise de asma com sinais de gravidade (taquidispneia, tiragem, sibilância difusa) e controle inadequado → broncodilatador + corticoide sistêmico + CI.

Resumo-Chave

O paciente apresenta uma crise de asma com sinais de gravidade (taquidispneia, tiragem intercostal, sibilância difusa) e história de asma mal controlada (crises frequentes, despertares noturnos). Nesses casos, a abordagem correta inclui broncodilatador inalatório para alívio rápido, corticoide oral para reduzir a inflamação sistêmica e corticoide inalatório para controle a longo prazo e prevenção de futuras exacerbações.

Contexto Educacional

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que pode se manifestar com crises de broncoespasmo. Em adolescentes com histórico de asma e sintomas de controle inadequado, como crises frequentes e despertares noturnos, é fundamental uma avaliação cuidadosa da gravidade da exacerbação e do plano de tratamento de manutenção. Uma crise de broncoespasmo com taquidispneia, tiragem intercostal e sibilância difusa indica uma exacerbação moderada a grave. Nesses casos, a abordagem terapêutica deve ser agressiva e incluir broncodilatadores de curta ação (como salbutamol ou fenoterol) para alívio rápido do broncoespasmo, e corticoides sistêmicos (geralmente orais) para reduzir a inflamação subjacente e prevenir a progressão da crise. A história de dermatite atópica reforça a natureza alérgica da asma do paciente. Além do tratamento da crise aguda, é crucial revisar e otimizar o tratamento de manutenção do paciente. Isso geralmente envolve o uso regular de corticoides inalatórios, que são a base para o controle da inflamação crônica. A combinação de broncodilatador inalatório, corticoide inalatório e corticoide oral é a conduta mais completa e correta para um paciente com crise de asma e sinais de controle inadequado, visando tanto o alívio imediato quanto o controle a longo prazo.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de gravidade em uma crise de asma em adolescentes?

Sinais de gravidade incluem taquidispneia, tiragem intercostal, sibilância difusa, uso de musculatura acessória, dificuldade para falar, agitação ou sonolência, e saturação de oxigênio baixa. A presença desses sinais indica a necessidade de tratamento intensivo.

Qual a importância do corticoide oral no tratamento da crise de asma?

O corticoide oral é fundamental para reduzir a inflamação sistêmica das vias aéreas durante uma crise de asma. Ele age mais lentamente que os broncodilatadores, mas previne a progressão da crise, diminui a necessidade de hospitalização e reduz o risco de recaídas.

Quando se deve iniciar ou ajustar o corticoide inalatório durante uma crise de asma?

O corticoide inalatório deve ser iniciado ou ajustado durante uma crise de asma, após o tratamento inicial com broncodilatadores e corticoides sistêmicos. Ele é crucial para o controle de manutenção da asma, prevenindo futuras exacerbações e tratando a inflamação crônica subjacente.

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