AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2025
A crise de asma deve ser classificada segundo sua gravidade e o tratamento instituído da maneira mais precoce possível. O tratamento deve ser sistematizado e agressivo. Sobre o manejo desta situação assinale a alternativa correta:
Crise de asma → Beta-2-agonista (SABA) é sempre a primeira linha de tratamento.
O manejo da crise asmática prioriza a broncodilatação rápida com beta-2-agonistas; o uso de corticoides sistêmicos auxilia na redução da inflamação e recorrência.
A crise de asma é uma exacerbação aguda da inflamação das vias aéreas. O tratamento baseia-se na gravidade, avaliada por sinais clínicos (fala, consciência, uso de musculatura acessória) e medidas objetivas (Peak Flow ou VEF1). A radiografia de tórax não é rotina, sendo reservada para suspeita de complicações como pneumotórax ou pneumonia. A via inalatória para broncodilatadores é preferencial por apresentar menos efeitos colaterais sistêmicos e ação direta no local da obstrução.
Os beta-2-agonistas de curta duração (como o salbutamol) agem rapidamente nos receptores beta-2 do músculo liso brônquico, promovendo broncodilatação imediata, que é a necessidade primária para reverter a obstrução ao fluxo aéreo na crise aguda.
O corticoide deve ser administrado precocemente em crises moderadas a graves ou se o paciente não responder rapidamente ao beta-2 inicial. Ele acelera a resolução da crise e reduz as taxas de hospitalização e recidiva.
O sulfato de magnésio é indicado por via endovenosa em crises graves que não respondem ao tratamento inicial com broncodilatadores e corticoides. Seu uso inalatório ainda não possui evidência robusta para recomendação rotineira.
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