HCB - Hospital de Amor de Barretos (antigo Hospital de Câncer) (SP) — Prova 2018
Em relação à Crise de Asma, assinale a alternativa INCORRETA:
Crise de asma: Corticoide oral = parenteral na maioria dos casos. Via parenteral para incapacidade de deglutição ou má absorção.
Na crise de asma, corticoides sistêmicos são indicados para a maioria dos pacientes. No entanto, a via oral é tão efetiva quanto a parenteral na maioria dos casos e é preferível devido à menor invasividade e facilidade de administração, reservando a via parenteral para pacientes que não conseguem deglutir ou com má absorção.
A crise de asma é uma exacerbação aguda dos sintomas de asma, caracterizada por dispneia, tosse, sibilância e aperto no peito, que requer intervenção médica imediata. É uma condição comum e potencialmente grave, sendo uma das principais causas de visitas a prontos-socorros e hospitalizações pediátricas e adultas. O reconhecimento rápido da gravidade e o manejo adequado são cruciais para prevenir desfechos adversos, incluindo a morte. Residentes devem estar aptos a avaliar e tratar essas emergências. A avaliação da gravidade da crise asmática é multifatorial, incluindo a história clínica (especialmente fatores de risco para asma grave), exame físico (frequência respiratória, uso de musculatura acessória, nível de consciência) e parâmetros objetivos como oximetria de pulso e Pico de Fluxo Expiratório (PFE). A saturação de oxigênio entre 91% e 95% em pré-escolares, por exemplo, indica uma crise moderada. A identificação de fatores de risco para morte por asma, como história de intubação prévia ou múltiplas hospitalizações, é vital para estratificar o risco do paciente. O tratamento da crise de asma envolve broncodilatadores de curta ação (beta-2 agonistas), oxigenoterapia (se houver hipoxemia) e corticoides sistêmicos. A administração de corticoides sistêmicos é fundamental para reduzir a inflamação das vias aéreas. Embora a via parenteral (intravenosa) seja uma opção, estudos demonstram que a via oral é igualmente eficaz na maioria dos pacientes e é preferível por ser menos invasiva e mais fácil de administrar. A via parenteral é reservada para pacientes que não conseguem deglutir ou que apresentam má absorção. O prognóstico geralmente é bom com tratamento adequado, mas a educação do paciente e o acompanhamento são essenciais para prevenir futuras exacerbações.
Fatores de risco para morte por crise de asma incluem história pregressa de crises graves com intubação ou internação em UTI, duas ou mais hospitalizações por asma nos últimos 12 meses, uso excessivo de beta-2 agonistas de curta ação, comorbidades psiquiátricas e falta de adesão ao tratamento.
A oximetria de pulso monitora a saturação de oxigênio, indicando a necessidade de oxigenoterapia e a gravidade da hipoxemia. O Pico de Fluxo Expiratório (PFE) avalia o grau de obstrução das vias aéreas, sendo útil para classificar a gravidade da crise e monitorar a resposta ao tratamento, comparando com o melhor PFE pessoal do paciente.
A via parenteral de corticoides (intravenosa) é geralmente reservada para pacientes com crise de asma grave que não conseguem deglutir medicamentos orais (por exemplo, devido a vômitos persistentes ou nível de consciência alterado) ou que apresentam má absorção gastrointestinal. Na maioria dos casos, a via oral é tão eficaz quanto a parenteral.
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