Santa Casa de Votuporanga (SP) — Prova 2020
A asma é uma doença inflamatória crônica, caracterizada por hiperresponsividade das vias aéreas inferiores e por limitação variável ao fluxo aéreo, reversível espontaneamente ou com tratamento, manifestando-se clinicamente por episódios recorrentes de sibilância, dispneia, aperto no peito e tosse, particularmente à noite e pela manhã ao despertar. Resulta de uma interação entre genética, exposição ambiental a alérgenos e irritantes, e outros fatores específicos que levam ao desenvolvimento e manutenção dos sintomas. Em relação ao tratamento da crise aguda de asma na urgência, é CORRETO afirmar que:
Crise asmática grave/parcialmente responsiva → Corticoide sistêmico precoce (1-2 mg/kg) + broncodilatador.
O corticoide sistêmico é crucial no manejo da crise aguda de asma, especialmente em casos de resposta parcial aos broncodilatadores ou em pacientes com fatores de risco para exacerbação grave. Ele atua reduzindo a inflamação das vias aéreas, que é a base da fisiopatologia da asma.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, caracterizada por hiperresponsividade brônquica e limitação variável do fluxo aéreo. As exacerbações agudas, ou crises asmáticas, são eventos sérios que exigem manejo rápido e eficaz na urgência para prevenir desfechos adversos. Compreender a fisiopatologia e as diretrizes de tratamento é fundamental para a prática clínica e para provas de residência. O tratamento da crise aguda de asma visa reverter a broncoconstrição e reduzir a inflamação. Broncodilatadores de curta ação (beta-2 agonistas) são a primeira linha para alívio rápido. No entanto, a inflamação subjacente requer o uso de corticoides sistêmicos, que devem ser administrados precocemente em pacientes com resposta parcial aos broncodilatadores ou com fatores de risco para exacerbação grave. A dose de corticoide sistêmico geralmente varia de 1 a 2 mg/kg (máximo 60 mg/dia para adultos) e a via de administração (oral ou intravenosa) depende da gravidade. Outras terapias, como sulfato de magnésio intravenoso, podem ser consideradas em crises graves refratárias. Antagonistas de leucotrienos não são indicados para a crise aguda devido ao seu lento início de ação.
Sinais incluem resposta parcial ou ausente aos broncodilatadores, dispneia intensa, uso de musculatura acessória, sibilância audível à distância e saturação de oxigênio baixa.
A dose recomendada é de 1-2 mg/kg de prednisolona ou equivalente, via oral ou intravenosa, dependendo da gravidade e da capacidade do paciente.
Os antagonistas de leucotrienos têm um início de ação lento e são mais eficazes como terapia de manutenção para controle da asma crônica, não sendo adequados para o alívio rápido da crise aguda.
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