HSD - Hospital São Domingos (MA) — Prova 2021
Criança de 10 anos, epiléptica, com história de vômitos incoercíveis, deu entrada no pronto socorro infantil com convulsão. Não houve sucesso na tentativa de acessos venoso e intraósseo. Qual medicamento de 1º escolha e a via de aplicação para este quadro convulsivo?
Convulsão sem acesso IV/IO → Midazolam IM é 1ª escolha para controle rápido.
Em emergências convulsivas pediátricas onde o acesso venoso ou intraósseo é difícil, a via intramuscular do Midazolam é preferível devido à sua rápida absorção e eficácia, sendo uma alternativa crucial para o controle imediato da crise.
O manejo rápido de uma convulsão em crianças é crucial para prevenir danos cerebrais e complicações. O estado de mal epiléptico, definido por uma convulsão contínua por mais de 5 minutos ou múltiplas convulsões sem recuperação da consciência entre elas, é uma emergência médica. A escolha do anticonvulsivante e da via de administração depende da situação clínica e da disponibilidade de acesso. Em cenários de emergência, onde o acesso venoso ou intraósseo é desafiador, o Midazolam intramuscular se destaca como a droga de primeira escolha. Sua farmacocinética permite uma absorção rápida e eficaz, resultando em um controle mais ágil da crise convulsiva. Outras opções incluem o Diazepam retal ou Midazolam intranasal, mas o Midazolam IM tem demonstrado superioridade em termos de rapidez de ação. É fundamental que residentes e profissionais de saúde estejam familiarizados com as diferentes vias de administração de anticonvulsivantes e suas indicações. O conhecimento sobre a absorção errática do Diazepam IM, por exemplo, é vital para evitar atrasos no tratamento. O prognóstico de uma convulsão é melhor quanto mais rápido for o controle da crise.
O Midazolam intramuscular é indicado como primeira escolha para o tratamento de convulsões em crianças quando não é possível obter acesso venoso ou intraósseo, devido à sua rápida absorção e eficácia.
O Diazepam intramuscular possui absorção errática e lenta, o que o torna menos eficaz para o controle rápido de crises convulsivas em comparação com o Midazolam intramuscular.
Além da via intramuscular, outras vias alternativas incluem a retal (Diazepam) e a intranasal (Midazolam), úteis quando o acesso intravenoso é inviável.
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