Convulsão Febril Simples: Manejo e Orientações Essenciais

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025

Enunciado

Criança de 4 anos, sem comorbidades, é levada pela mãe à Unidade Básica de Saúde (UBS) com história de febre e cefaleia há 2 dias. É residente em área sem risco de malária. Há 2 anos, a criança apresentou um episódio de convulsão febril simples. Ao exame físico, paciente apresenta temperatura de 38,5 °C, com restante do exame físico sem alterações. Diante desse caso, a conduta mais adequada é

Alternativas

  1. A) iniciar antibioticoterapia, visto que a criança apresenta doença febril muito grave.
  2. B) administrar antitérmico e solicitar exames laboratoriais para identificação da etiologia da febre.
  3. C) administrar antitérmico, liberar a criança para casa e orientar os pais sobre o manejo em caso de convulsão.
  4. D) encaminhar imediatamente ao hospital e manter em observação até a febre ceder, considerando o risco de convulsão.

Pérola Clínica

Convulsão febril simples: antitérmico + orientação familiar, sem exames ou ATB se exame físico normal e sem sinais de alerta.

Resumo-Chave

Em crianças com histórico de convulsão febril simples, febre e exame físico normal, a conduta mais adequada é o tratamento sintomático da febre com antitérmico e a orientação dos pais sobre o manejo de uma possível nova crise convulsiva, sem necessidade de exames complementares ou antibioticoterapia imediata.

Contexto Educacional

A convulsão febril é o tipo mais comum de convulsão na infância, afetando cerca de 2-5% das crianças entre 6 meses e 5 anos de idade. É definida como uma crise convulsiva associada à febre, na ausência de infecção do sistema nervoso central (SNC), distúrbio metabólico ou histórico de convulsões afebris. A maioria é do tipo simples, que é benigna e tem excelente prognóstico. O diagnóstico de convulsão febril simples é clínico e de exclusão. É crucial descartar outras causas mais graves de febre e convulsão, como meningite ou encefalite. A fisiopatologia envolve a imaturidade do cérebro infantil e a resposta inflamatória à febre. A suspeita de convulsão febril simples é alta em crianças na faixa etária típica, com febre, convulsão generalizada breve e recuperação rápida, sem sinais de alerta no exame físico. O manejo da convulsão febril simples é primariamente sintomático. Consiste em controlar a febre com antitérmicos (paracetamol ou ibuprofeno) e, fundamentalmente, orientar os pais sobre a natureza benigna da condição, como agir durante uma crise (proteger a criança, não tentar conter a língua) e quando procurar atendimento médico de urgência (crise prolongada, alteração da consciência, sinais de infecção grave). Não há indicação para exames laboratoriais de rotina ou antibioticoterapia se o exame físico for normal e não houver outros sinais de infecção bacteriana grave.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para diagnosticar uma convulsão febril simples?

Uma convulsão febril simples ocorre em crianças de 6 meses a 5 anos, associada à febre (>38°C), é generalizada, dura menos de 15 minutos e não se repete em 24 horas, sem evidência de infecção do sistema nervoso central ou distúrbio metabólico.

Qual a conduta inicial para uma criança com febre e histórico de convulsão febril simples?

A conduta inicial é administrar antitérmico para o controle da febre e orientar os pais sobre o manejo em caso de nova convulsão, incluindo medidas de segurança e quando procurar atendimento médico, sem necessidade de exames complementares se o exame físico for normal.

Quando uma convulsão febril é considerada complexa e requer investigação adicional?

Uma convulsão febril é complexa se for focal, durar mais de 15 minutos, ocorrer mais de uma vez em 24 horas ou se a criança apresentar sinais neurológicos focais pós-ictais. Nesses casos, a investigação para causas subjacentes é recomendada.

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