IFF/Fiocruz - Instituto Fernandes Figueira (RJ) — Prova 2024
De acordo com STEWART (2017), a elaboração de um plano conjunto de manejo dos problemas é o processo pelo qual o usuário da Unidade Básica de Saúde (UBS) e o médico de família e comunidade chegam a um entendimento e concordância mútuos em três áreas-chave:
Plano de manejo compartilhado (Stewart): Definição do problema, metas/prioridades de tratamento, papéis do paciente/médico.
O plano de manejo conjunto, conforme Stewart, enfatiza a colaboração entre médico e paciente na Atenção Primária. Ele se baseia na concordância mútua sobre a definição do problema de saúde, as metas e prioridades do tratamento, e a clara identificação dos papéis que cada um desempenhará no processo de cuidado.
O plano de manejo conjunto dos problemas, conforme preconizado por Stewart (2017) e fundamental na Medicina de Família e Comunidade, representa a essência da abordagem centrada na pessoa. Ele transcende a mera prescrição de tratamentos, buscando uma parceria colaborativa entre o médico e o paciente. Este modelo reconhece que o paciente é o protagonista de sua saúde e que a adesão ao tratamento é significativamente maior quando há um entendimento e concordância mútuos. As três áreas-chave para essa concordância são: a definição do problema de saúde, que deve ser compreendida e aceita por ambos; o estabelecimento das metas e prioridades do tratamento, que devem ser realistas e alinhadas com os valores e a realidade do paciente; e a identificação dos papéis a serem assumidos pela pessoa e pelo médico, onde o paciente assume responsabilidades ativas em seu autocuidado e o médico atua como facilitador, educador e guia. Para residentes e profissionais da atenção primária, dominar este conceito é crucial para construir uma relação terapêutica sólida, promover a autonomia do paciente e alcançar melhores resultados em saúde. A aplicação prática envolve habilidades de comunicação, escuta ativa e negociação, garantindo que o plano de cuidado seja personalizado e sustentável a longo prazo.
Os três pilares são: definição do problema, estabelecimento das metas e prioridades do tratamento, e identificação dos papéis a serem assumidos pela pessoa e pelo médico.
A definição conjunta do problema garante que o paciente e o médico tenham um entendimento mútuo da condição, alinhando expectativas e promovendo maior engajamento do paciente no seu próprio cuidado.
A clara identificação dos papéis estabelece responsabilidades e expectativas, empoderando o paciente a participar ativamente de seu tratamento e garantindo que o médico atue como facilitador e guia.
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