INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2023
Um paciente com 42 anos, assintomático, compareceu, pela primeira vez, a uma unidade básica de saúde (UBS), mencionando à médica de família e comunidade que ele havia se mudado recentemente para área de atuação da UBS. Na consulta, ele traz relatório médico do centro de atenção psicossocial (CAPS), informando o diagnóstico de esquizofrenia há 7 anos, sem crise nos últimos 3 anos, e uso de psicofármacos. O paciente relata que não usa outras medicações e que, há 1 mês, fez exames laboratoriais cujos resultados foram: glicemia de jejum: 189 mg/dL; colesterol total: 225 mg/dL; colesterol-HDL: 35 mg/dL; colesterol-LDL: 168 mg/dL. Por fim, queixa-se de ter começado a engordar desde o diagnóstico de esquizofrenia (índice de massa corporal atual: 36,2 kg/m²) e solicita a renovação da receita dos psicofármacos de que faz uso.Nessa situação, qual a conduta adequada para o caso?
Paciente com esquizofrenia e comorbidades metabólicas na APS → renovar psicofármacos, iniciar manejo metabólico e seguimento multiprofissional.
Pacientes com esquizofrenia frequentemente desenvolvem comorbidades metabólicas devido aos psicofármacos e estilo de vida. A atenção primária tem papel crucial no manejo integrado, renovando medicações psiquiátricas e iniciando controle metabólico com apoio do NASF.
Pacientes com esquizofrenia apresentam maior risco de desenvolver comorbidades metabólicas, como diabetes mellitus tipo 2, dislipidemia e obesidade, frequentemente exacerbadas pelo uso de psicofármacos e estilo de vida. Essa população tem uma expectativa de vida reduzida, em parte devido a essas condições clínicas. A integração do cuidado em saúde mental e física é fundamental para melhorar a qualidade de vida e o prognóstico. A Atenção Primária à Saúde (APS) desempenha um papel central no cuidado integral desses pacientes. O médico de família e comunidade deve estar apto a renovar receitas de psicofármacos, monitorar efeitos adversos e iniciar o manejo das comorbidades metabólicas. A avaliação e intervenção precoces para diabetes, dislipidemia e obesidade são cruciais, utilizando abordagens não farmacológicas e farmacológicas conforme diretrizes. O Núcleo Ampliado de Saúde da Família (NASF) é um recurso valioso, oferecendo suporte multiprofissional com nutricionistas, educadores físicos e outros profissionais, para auxiliar na mudança de estilo de vida e no controle das comorbidades. O encaminhamento para especialistas deve ser considerado quando o manejo na APS não for suficiente ou em casos complexos, mas a continuidade do cuidado na APS é prioritária.
Pacientes com esquizofrenia frequentemente desenvolvem diabetes mellitus tipo 2, dislipidemia e obesidade, muitas vezes exacerbadas pelo uso de psicofármacos e estilo de vida.
A Atenção Primária deve realizar o cuidado integral, incluindo a renovação de psicofármacos, monitoramento de efeitos adversos e o manejo das comorbidades metabólicas, com apoio do NASF.
O controle metabólico deve ser iniciado com medidas de estilo de vida (dieta, exercício) e, se necessário, farmacoterapia para diabetes, dislipidemia e obesidade, sempre considerando as interações medicamentosas.
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