UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2025
Em relação à colecistite aguda biliar, assinale a alternativa CORRETA.
Colecistite aguda > 72h: classicamente, indicava-se tratamento conservador (ATB) e cirurgia eletiva posterior devido à intensa inflamação local.
O conceito da 'janela de 72 horas' para colecistectomia na colecistite aguda é um tema clássico em provas, embora as diretrizes atuais sejam mais flexíveis. A lógica tradicional era que, após 72h, a inflamação e aderências tornariam a cirurgia mais arriscada, justificando um tratamento clínico inicial para 'esfriar' o processo.
A colecistite aguda é a inflamação da vesícula biliar, geralmente causada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo biliar em mais de 90% dos casos. É uma das complicações mais comuns da colelitíase e uma causa frequente de abdome agudo no pronto-socorro. A fisiopatologia envolve a obstrução, estase biliar, irritação química da mucosa e, subsequentemente, inflamação e possível infecção bacteriana secundária. O diagnóstico é baseado nos Critérios de Tóquio, que combinam sinais clínicos locais e sistêmicos com achados de imagem. A ultrassonografia de abdome é o exame de escolha, demonstrando espessamento da parede da vesícula (>4mm), líquido perivesicular e o sinal de Murphy ultrassonográfico positivo. O tratamento definitivo é a colecistectomia (remoção da vesícula biliar), preferencialmente por via laparoscópica. A questão do tempo ideal para a cirurgia é um ponto clássico. Historicamente, a 'janela de 72 horas' era um divisor de águas: pacientes operados precocemente tinham melhores desfechos. Após esse período, a conduta tendia a ser conservadora (antibióticos, hidratação, analgesia) para 'esfriar' o processo inflamatório, com a cirurgia sendo realizada semanas depois. No entanto, as diretrizes mais recentes (Tokyo 2018) flexibilizaram essa regra, indicando que a colecistectomia precoce pode ser segura mesmo após 72 horas, dependendo da gravidade do caso e da experiência do centro cirúrgico.
O diagnóstico requer um sinal local de inflamação (ex: Sinal de Murphy, dor em HCD), um sinal sistêmico de inflamação (ex: febre, leucocitose, PCR elevada) e um achado de imagem confirmatório (ex: espessamento da parede da vesícula na ultrassonografia).
Tradicionalmente, acreditava-se que após 72 horas o processo inflamatório local se tornava muito intenso, com fibrose e aderências, aumentando o risco de complicações cirúrgicas, como lesão de via biliar, e a taxa de conversão para cirurgia aberta.
É um conjunto de achados radiológicos (pneumobilia, obstrução de intestino delgado e cálculo biliar ectópico) que indicam íleo biliar, uma rara complicação da colecistite crônica ou aguda onde uma fístula se forma entre a vesícula e o intestino.
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