SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2022
Dentre as medidas listadas no Protocolo de Manejo Clínico para o Novo Coronavírus, NÃO é recomendado:
Oxigenoterapia suplementar em COVID-19 é para hipoxemia, NÃO para assintomáticos.
O manejo da COVID-19, especialmente em cenários de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), exige cautela no uso de terapias. A oxigenoterapia é indicada para pacientes com hipoxemia, não devendo ser administrada rotineiramente a assintomáticos, para evitar sobrecarga de recursos e potenciais riscos desnecessários.
O manejo clínico da COVID-19 evoluiu significativamente desde o início da pandemia, com diretrizes baseadas em evidências sendo constantemente atualizadas. Para residentes e profissionais de saúde, é crucial estar ciente das práticas recomendadas e, igualmente importante, das que não são indicadas, para otimizar o cuidado ao paciente e evitar iatrogenias. A doença apresenta um espectro clínico amplo, desde casos assintomáticos até Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e falência de múltiplos órgãos. Um dos pontos críticos no manejo é a oxigenoterapia. Embora vital para pacientes hipoxêmicos, sua administração indiscriminada a pacientes assintomáticos ou com saturação normal não traz benefícios e pode sobrecarregar os sistemas de saúde. Da mesma forma, o uso de corticosteroides sistêmicos é restrito a casos graves ou críticos, onde a inflamação descontrolada contribui para a patogênese da doença, enquanto antimicrobianos empíricos são considerados em SRAG devido ao risco de coinfecções bacterianas. A estratégia de fluidos em pacientes com SRAG também merece atenção. Uma abordagem conservadora é geralmente preferida para evitar o agravamento do edema pulmonar e a piora da função respiratória, a menos que haja evidência de choque. O conhecimento dessas nuances é essencial para a tomada de decisões clínicas informadas, garantindo um tratamento eficaz e seguro para os pacientes com COVID-19, e preparando o residente para cenários de prova e prática clínica.
A oxigenoterapia suplementar é indicada para pacientes com COVID-19 que apresentam hipoxemia, geralmente definida como saturação de oxigênio (SpO2) abaixo de 90-94% em ar ambiente, dependendo das diretrizes e comorbidades do paciente. Não é recomendada para pacientes assintomáticos ou com SpO2 normal.
Corticosteroides sistêmicos, como a dexametasona, são recomendados para pacientes com COVID-19 grave ou crítica que necessitam de oxigenoterapia suplementar ou ventilação mecânica, devido ao seu efeito anti-inflamatório. No entanto, seu uso rotineiro em casos leves ou moderados sem hipoxemia não é recomendado, exceto em situações específicas.
Uma estratégia conservadora de reposição de fluidos é preferida em pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por COVID-19, na ausência de choque, para evitar o risco de sobrecarga de fluidos, que pode piorar o edema pulmonar e a função respiratória. A administração excessiva de fluidos pode agravar a lesão pulmonar e a necessidade de ventilação mecânica.
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