HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2021
A corioamnionite ou infecção ovular caracteriza-se como um processo inflamatório agudo e às vezes difuso das membranas extraplacentárias, placa coriônica da placenta e cordão umbilical. Sobre a corioamnionite, considere a alternativa correta:
Corioamnionite + cesariana → proteger cavidade abdominal e suturar útero com pontos separados para reduzir contaminação.
Em casos de corioamnionite com indicação de cesariana, a técnica cirúrgica deve visar minimizar a disseminação da infecção. Isso inclui a proteção da cavidade abdominal com compressas e a realização de suturas uterinas com pontos separados, que são menos propensos a reter secreções e favorecer a infecção.
A corioamnionite, uma infecção intra-amniótica, é uma condição obstétrica grave que exige manejo cuidadoso, especialmente quando a cesariana é indicada. Caracterizada pela inflamação das membranas fetais e placenta, pode levar a complicações maternas e neonatais significativas se não for adequadamente abordada. A compreensão de sua fisiopatologia e dos riscos associados é crucial para o residente. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado em febre materna e pelo menos um dos seguintes: taquicardia materna, taquicardia fetal, sensibilidade uterina ou secreção vaginal purulenta. O tratamento envolve antibioticoterapia de amplo espectro e a resolução da gravidez. A escolha da via de parto depende da condição materna e fetal, mas a cesariana pode ser necessária em certas situações. Durante a cesariana em pacientes com corioamnionite, é fundamental adotar técnicas que minimizem a contaminação da cavidade peritoneal. Isso inclui a proteção das alças intestinais com compressas e a realização de suturas uterinas com pontos separados, que são preferíveis para evitar a formação de espaços que possam reter bactérias e secreções, reduzindo o risco de peritonite e abscessos.
O manejo visa minimizar a disseminação bacteriana, incluindo a proteção da cavidade abdominal com compressas e a realização de suturas uterinas com pontos separados para evitar a formação de espaços mortos e reter secreções.
Pontos separados permitem uma melhor drenagem de possíveis secreções e reduzem o risco de formação de abscessos ou de disseminação da infecção ao longo da linha de sutura, comparado à sutura contínua.
As complicações incluem sepse materna, endometrite pós-parto, hemorragia pós-parto, e para o feto, sepse neonatal, pneumonia e meningite.
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