Choque Séptico Neonatal: Manejo e Vasopressores Essenciais

Santa Casa de Araçatuba (SP) — Prova 2021

Enunciado

Com relação ao manejo do choque séptico neonatal, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Expansões de volumes são administradas primeiro, seguidas por norepinefrina, e, em seguida, por dose baixa de vasopressina, se necessário.
  2. B) Em até 1 semana de vida, a abordagem das artérias umbilicais é factível e segura.
  3. C) A milrinona está indicada na presença de disfunção ventricular e, especialmente, na presença de HPPRN, e a dose preconizada de milrinona é de 0,5mcg/Kg/min por 2 horas, seguida de 2mcg/Kg/min.
  4. D) A dobutamina promove aumento imediato da pressão arterial.

Pérola Clínica

Choque séptico neonatal → 1º expansão volêmica, 2º norepinefrina, 3º vasopressina (baixa dose).

Resumo-Chave

O manejo inicial do choque séptico neonatal prioriza a restauração do volume intravascular com expansões. A norepinefrina é o vasopressor de primeira linha em neonatos, e a vasopressina pode ser adicionada em casos refratários, especialmente com disfunção miocárdica e choque vasoplégico.

Contexto Educacional

O choque séptico neonatal é uma emergência pediátrica grave, com alta morbimortalidade, caracterizado por disfunção circulatória aguda devido a uma infecção. Sua incidência é maior em prematuros e neonatos com fatores de risco, sendo crucial o reconhecimento precoce e a intervenção imediata para otimizar o prognóstico. A sepse neonatal pode ser de início precoce (<72h de vida) ou tardio (>72h), com patógenos e abordagens ligeiramente diferentes. A fisiopatologia envolve uma resposta inflamatória sistêmica desregulada, levando à vasodilatação, aumento da permeabilidade capilar, disfunção miocárdica e má distribuição do fluxo sanguíneo. O diagnóstico é clínico, baseado em sinais de hipoperfusão (tempo de enchimento capilar prolongado, pulsos débeis, oligúria, acidose metabólica) e evidência de infecção. A monitorização hemodinâmica é fundamental para guiar o tratamento. O manejo inicial foca na estabilização hemodinâmica: expansão volêmica com cristaloides (SF 0,9% ou Ringer Lactato) é a primeira medida. Se a hipotensão persistir, vasopressores são iniciados, sendo a norepinefrina o agente de escolha em muitos protocolos, seguida por vasopressina em baixas doses se houver refratariedade ou disfunção miocárdica. A milrinona é reservada para casos com disfunção ventricular e hipertensão pulmonar persistente.

Perguntas Frequentes

Qual a sequência de tratamento inicial para choque séptico neonatal?

O tratamento inicial do choque séptico neonatal começa com a expansão volêmica para corrigir a hipovolemia. Somente após a otimização do volume, se a hipotensão persistir, são introduzidos os vasopressores.

Quando a norepinefrina é indicada no choque séptico neonatal?

A norepinefrina é o vasopressor de primeira linha no choque séptico neonatal após a expansão volêmica adequada, especialmente em casos de choque frio com baixa resistência vascular sistêmica ou refratariedade a outros agentes.

Qual o papel da milrinona no choque séptico neonatal com HPPRN?

A milrinona é indicada em choque séptico neonatal com disfunção ventricular e hipertensão pulmonar persistente (HPPRN), pois atua como inodilatador, melhorando a contratilidade miocárdica e reduzindo a resistência vascular pulmonar.

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