Santa Casa de Araçatuba (SP) — Prova 2021
Com relação ao manejo do choque séptico neonatal, assinale a alternativa correta.
Choque séptico neonatal → 1º expansão volêmica, 2º norepinefrina, 3º vasopressina (baixa dose).
O manejo inicial do choque séptico neonatal prioriza a restauração do volume intravascular com expansões. A norepinefrina é o vasopressor de primeira linha em neonatos, e a vasopressina pode ser adicionada em casos refratários, especialmente com disfunção miocárdica e choque vasoplégico.
O choque séptico neonatal é uma emergência pediátrica grave, com alta morbimortalidade, caracterizado por disfunção circulatória aguda devido a uma infecção. Sua incidência é maior em prematuros e neonatos com fatores de risco, sendo crucial o reconhecimento precoce e a intervenção imediata para otimizar o prognóstico. A sepse neonatal pode ser de início precoce (<72h de vida) ou tardio (>72h), com patógenos e abordagens ligeiramente diferentes. A fisiopatologia envolve uma resposta inflamatória sistêmica desregulada, levando à vasodilatação, aumento da permeabilidade capilar, disfunção miocárdica e má distribuição do fluxo sanguíneo. O diagnóstico é clínico, baseado em sinais de hipoperfusão (tempo de enchimento capilar prolongado, pulsos débeis, oligúria, acidose metabólica) e evidência de infecção. A monitorização hemodinâmica é fundamental para guiar o tratamento. O manejo inicial foca na estabilização hemodinâmica: expansão volêmica com cristaloides (SF 0,9% ou Ringer Lactato) é a primeira medida. Se a hipotensão persistir, vasopressores são iniciados, sendo a norepinefrina o agente de escolha em muitos protocolos, seguida por vasopressina em baixas doses se houver refratariedade ou disfunção miocárdica. A milrinona é reservada para casos com disfunção ventricular e hipertensão pulmonar persistente.
O tratamento inicial do choque séptico neonatal começa com a expansão volêmica para corrigir a hipovolemia. Somente após a otimização do volume, se a hipotensão persistir, são introduzidos os vasopressores.
A norepinefrina é o vasopressor de primeira linha no choque séptico neonatal após a expansão volêmica adequada, especialmente em casos de choque frio com baixa resistência vascular sistêmica ou refratariedade a outros agentes.
A milrinona é indicada em choque séptico neonatal com disfunção ventricular e hipertensão pulmonar persistente (HPPRN), pois atua como inodilatador, melhorando a contratilidade miocárdica e reduzindo a resistência vascular pulmonar.
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