Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2021
Com relação ao manuseio do choque séptico, é correto afirmar:
Choque séptico → ATB empírico, amplo espectro, cobrindo foco suspeito, iniciar o mais rápido possível após culturas.
No choque séptico, a prioridade é a rápida administração de antibióticos. O esquema inicial deve ser empírico e de amplo espectro, direcionado aos patógenos mais prováveis do foco infeccioso suspeito, após a coleta de culturas, que não devem atrasar o início da terapia antimicrobiana.
O choque séptico é uma condição de emergência médica com alta mortalidade, definida como sepse com hipotensão persistente que requer vasopressores para manter uma pressão arterial média ≥ 65 mmHg e lactato sérico > 2 mmol/L, apesar da ressuscitação volêmica adequada. A incidência global é alta e continua a ser uma das principais causas de morte em unidades de terapia intensiva. O reconhecimento precoce e a intervenção imediata são os pilares para melhorar os desfechos. A fisiopatologia envolve uma resposta desregulada do hospedeiro a uma infecção, levando a disfunção orgânica. O diagnóstico é clínico, baseado em critérios de sepse e evidência de disfunção orgânica. A pedra angular do tratamento é a ressuscitação volêmica (com cristaloides), o uso de vasopressores (noradrenalina como primeira escolha) e, crucialmente, a antibioticoterapia precoce e adequada. A conduta no choque séptico exige a administração de antibióticos de amplo espectro o mais rápido possível, idealmente dentro da primeira hora após o reconhecimento, e sempre após a coleta de culturas (hemoculturas e de outros focos suspeitos) que não devem atrasar o início da medicação. O esquema empírico deve ser guiado pelo foco suspeito, epidemiologia local e fatores de risco do paciente. Após a identificação do patógeno e sensibilidade, o de-escalonamento da antibioticoterapia é recomendado para reduzir a resistência e toxicidade. Para o residente, dominar essa sequência de ações é vital para salvar vidas.
A rapidez é crucial porque cada hora de atraso na administração de antibióticos eficazes em pacientes com choque séptico está associada a um aumento significativo da mortalidade. O objetivo é iniciar em até 1 hora após o reconhecimento.
O esquema deve ser de amplo espectro, cobrindo os patógenos mais prováveis para o foco infeccioso suspeito e considerando padrões de resistência locais. Deve incluir cobertura para gram-positivos e gram-negativos, e, se houver suspeita, para anaeróbios ou fungos.
Sim, as culturas (hemoculturas, urocultura, etc.) devem ser coletadas antes do início dos antibióticos, mas sem atrasar a administração da terapia antimicrobiana. A coleta não deve exceder 45 minutos a 1 hora.
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