HSA Guarujá - Hospital Santo Amaro de Guarujá (SP) — Prova 2020
No choque séptico, deve ser considerado o uso de vasopressor se:
Choque séptico: vasopressor se PAM < 65 mmHg APÓS ressuscitação volêmica adequada.
A prioridade inicial no choque séptico é a ressuscitação volêmica com cristaloides. Somente se a Pressão Arterial Média (PAM) permanecer abaixo de 65 mmHg após a administração adequada de fluidos, deve-se iniciar o uso de vasopressores para manter a perfusão orgânica.
O choque séptico é uma condição grave de disfunção orgânica com risco de vida, causada por uma resposta desregulada do hospedeiro a uma infecção. Sua alta morbimortalidade exige um manejo rápido e eficaz, sendo um tema central na prática da medicina de emergência e terapia intensiva. A compreensão dos critérios para o uso de vasopressores é fundamental para otimizar a perfusão tecidual e evitar complicações. A fisiopatologia do choque séptico envolve vasodilatação periférica e disfunção miocárdica, levando à hipotensão e má perfusão. O diagnóstico é clínico, baseado em sinais de infecção e disfunção orgânica. A suspeita deve ser alta em pacientes com infecção e sinais de hipoperfusão, como lactato elevado, oligúria e alteração do estado mental. A meta de Pressão Arterial Média (PAM) de 65 mmHg é um alvo crucial para garantir a perfusão adequada dos órgãos. O tratamento inicial do choque séptico inclui a administração de antibióticos de amplo espectro, controle do foco infeccioso e ressuscitação volêmica com cristaloides. Se a hipotensão persistir (PAM < 65 mmHg) após a administração de 30 mL/kg de cristaloides, deve-se iniciar o uso de vasopressores, sendo a noradrenalina a primeira escolha. O monitoramento contínuo da PAM, lactato e débito urinário é essencial para guiar a terapia e ajustar as doses dos vasopressores.
A necessidade de vasopressores é indicada quando a hipotensão (PAM < 65 mmHg) persiste após a administração adequada de fluidos, sugerindo falha na resposta ao volume e necessidade de suporte vasopressor para manter a perfusão orgânica.
A noradrenalina é o vasopressor de primeira linha recomendado no choque séptico, devido à sua eficácia em aumentar a PAM e menor incidência de arritmias e outros efeitos adversos em comparação com outros agentes.
A ressuscitação volêmica é crucial para corrigir a hipovolemia relativa e otimizar o débito cardíaco, garantindo que os vasopressores atuem em um leito vascular adequadamente preenchido, melhorando a perfusão tecidual e a resposta à terapia.
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