UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2019
Homem de 45 anos, com quadro de sepse de foco pulmonar, apresentou PA 70 x 40 mmHg. Após expansão volêmica, com 30 mL/kg de soro fisiológico, apresenta PA de 80 x 40 mmHg. Além de iniciar antibioticoterapia e colher culturas, os próximos passos serão:
Choque séptico refratário a fluidos → Noradrenalina para PAM ≥ 65 mmHg + reavaliar lactato.
Em choque séptico, após expansão volêmica inicial sem resposta pressórica adequada, o próximo passo é iniciar vasopressores, sendo a noradrenalina a primeira escolha para manter uma pressão arterial média (PAM) ≥ 65 mmHg. A reavaliação do lactato sérico é crucial para monitorar a perfusão tecidual.
O choque séptico é uma condição grave e com risco de vida, caracterizada por sepse com disfunção circulatória e metabólica subjacente, que aumenta o risco de mortalidade. É definido pela necessidade de vasopressores para manter uma pressão arterial média (PAM) ≥ 65 mmHg e lactato sérico > 2 mmol/L, apesar da ressuscitação volêmica adequada. O reconhecimento e manejo rápidos são cruciais. A fisiopatologia envolve uma resposta inflamatória sistêmica desregulada à infecção, levando à vasodilatação, aumento da permeabilidade capilar e disfunção miocárdica. Isso resulta em hipotensão e hipoperfusão tecidual generalizada. A conduta inicial inclui coleta de culturas, início de antibioticoterapia de amplo espectro e expansão volêmica com cristaloides (30 mL/kg nas primeiras 3 horas). Se a hipotensão persistir após a expansão volêmica, o próximo passo é a introdução de vasopressores. A noradrenalina é o vasopressor de primeira escolha, com o objetivo de manter a PAM ≥ 65 mmHg. O monitoramento contínuo da resposta clínica, incluindo a reavaliação do lactato sérico, é essencial para guiar a terapêutica e otimizar a perfusão orgânica, conforme as diretrizes da Surviving Sepsis Campaign.
A meta inicial de pressão arterial média (PAM) no choque séptico é de 65 mmHg. Manter a PAM acima desse valor é crucial para garantir a perfusão adequada dos órgãos vitais e evitar a disfunção orgânica.
Vasopressores devem ser iniciados prontamente em pacientes com choque séptico que permanecem hipotensos (PAM < 65 mmHg) após uma expansão volêmica inicial adequada (geralmente 30 mL/kg de cristaloides), para restaurar a pressão de perfusão.
O lactato sérico é um marcador de hipoperfusão tecidual e metabolismo anaeróbio. Sua dosagem inicial e reavaliação são fundamentais para guiar a ressuscitação, indicando a adequação da perfusão e a resposta ao tratamento.
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