Choque Séptico Refratário: Uso de Corticoides e Vasopressores

UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2021

Enunciado

Sobre o manejo de um paciente crítico com choque séptico, afirma-se:

Alternativas

  1. A) corticoides não devem ser administrados de rotina, mas são apropriados no choque séptico refratário à ressuscitação com fluidos e vasopressores.
  2. B) para pacientes com choque séptico e lactato >2 nmol/L, deve-se iniciar cristaloides e vasopressores simultaneamente, e, posteriormente, descalonar o vasopressor.
  3. C) as terapias vasopressoras de escolha devem ser feitas com norepinefrina associada à vasopressina.
  4. D) Dobutamina deve ser associada ao tratamento nos pacientes com resposta inapropriada aos vasopressores, com o objetivo de se obter SvcO2 >70%.

Pérola Clínica

Choque séptico refratário a fluidos/vasopressores → considerar corticoides (hidrocortisona).

Resumo-Chave

A administração de corticoides sistêmicos no choque séptico não é rotineira, sendo reservada para casos de choque refratário, onde a hipotensão persiste apesar da ressuscitação volêmica adequada e do uso de vasopressores em doses crescentes, devido à possível insuficiência adrenal relativa.

Contexto Educacional

O choque séptico é uma condição grave de disfunção orgânica com hipotensão persistente e necessidade de vasopressores, apesar da ressuscitação volêmica adequada. Sua alta mortalidade exige um manejo rápido e protocolado, conforme as diretrizes da Surviving Sepsis Campaign. A identificação precoce e o início imediato de antibióticos e ressuscitação são cruciais. A fisiopatologia envolve uma resposta inflamatória desregulada, disfunção endotelial e hipoperfusão tecidual. O diagnóstico é clínico, com sinais de choque e evidência de infecção. A monitorização do lactato sérico é fundamental para guiar a ressuscitação, refletindo a hipóxia tecidual. O tratamento inicial inclui ressuscitação volêmica com cristaloides e, se necessário, vasopressores, sendo a norepinefrina a primeira escolha. Corticoides (hidrocortisona) são reservados para o choque refratário, quando a hipotensão persiste. O descalonamento de vasopressores e a remoção da fonte de infecção são etapas importantes no manejo.

Perguntas Frequentes

Quando os corticoides são indicados no choque séptico?

Corticoides, como a hidrocortisona, são indicados no choque séptico quando há refratariedade à ressuscitação volêmica e ao uso de vasopressores, sugerindo uma insuficiência adrenal relativa.

Qual o vasopressor de primeira linha no choque séptico?

A norepinefrina é o vasopressor de primeira linha no choque séptico, devido à sua eficácia em elevar a pressão arterial média e menor incidência de arritmias em comparação com a dopamina.

Qual a meta de lactato sérico na ressuscitação do choque séptico?

A meta é a redução do lactato sérico, idealmente abaixo de 2 mmol/L, ou uma queda de 20% a cada 2 horas, indicando melhora da perfusão tecidual e resposta à ressuscitação.

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