CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2024
Escolar de 9 anos, sexo masculino, é admitido no serviço de emergência após acidente automobilístico torporoso e pouco reativo aos estímulos. Ao exame físico: dor em hemitórax direito, FC 150 bpm, PA 110 x 70 mmHg, enchimento capilar 3,5 segundos. Após garantir a permeabilidade da via aérea, aporte de oxigênio e observado diurese de 0,2 ml/kg/h, deve-se administrar:
Choque hipovolêmico pediátrico → SF 0,9% 20 mL/kg em bolus, repetir se necessário.
Em crianças com sinais de choque hipovolêmico, a conduta inicial é a rápida administração de cristaloides isotônicos (como SF 0,9%) em bolus de 20 mL/kg. A reavaliação contínua é crucial para determinar a necessidade de doses adicionais ou outras intervenções.
O choque hipovolêmico é uma das principais causas de mortalidade em crianças vítimas de trauma, como acidentes automobilísticos. A rápida identificação e manejo são cruciais. A avaliação inicial segue os princípios do ATLS (Advanced Trauma Life Support), priorizando a permeabilidade das vias aéreas, respiração e circulação. Sinais como taquicardia, tempo de enchimento capilar prolongado, alteração do nível de consciência e oligúria são indicativos de choque. A fluidoterapia é a pedra angular do tratamento inicial do choque hipovolêmico. Em crianças, a administração de cristaloides isotônicos, como a solução salina 0,9% ou Ringer Lactato, é a primeira linha de tratamento. A dose recomendada é de 20 mL/kg, administrada rapidamente (em 5-20 minutos), com reavaliação contínua dos parâmetros hemodinâmicos e de perfusão. Se não houver melhora, doses adicionais podem ser administradas, até um total de 60 mL/kg, enquanto se investiga e trata a causa do sangramento. É fundamental que residentes e estudantes compreendam a fisiologia pediátrica e a resposta ao choque, que pode ser diferente da dos adultos. Crianças podem manter a pressão arterial por mais tempo devido a mecanismos compensatórios mais robustos, mas descompensam rapidamente. A monitorização da diurese é um excelente indicador da perfusão renal e da eficácia da reposição volêmica. A escolha do fluido e a dose correta são decisivas para evitar complicações e melhorar o prognóstico.
Os sinais de choque hipovolêmico em crianças incluem taquicardia, tempo de enchimento capilar prolongado (>2 segundos), pulsos periféricos fracos, pele fria e pegajosa, alteração do estado mental (torpor, irritabilidade) e diminuição da diurese (<1 mL/kg/h).
Após garantir via aérea e oxigenação, a conduta inicial é a administração rápida de cristaloides isotônicos (ex: solução salina 0,9% ou Ringer Lactato) em bolus de 20 mL/kg, repetindo até 3 vezes se necessário, enquanto se busca a causa e o controle do sangramento.
A solução salina hipertônica é usada em situações específicas, como trauma cranioencefálico com sinais de herniação, para reduzir o edema cerebral. No choque hipovolêmico geral, os cristaloides isotônicos são preferidos para restaurar o volume intravascular de forma segura e eficaz, sem os riscos de desequilíbrio eletrolítico e osmótico da solução hipertônica.
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