UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2021
O choque hemorrágico destaca-se como uma das principais causas de morbiletalidade nos pacientes vítimas de trauma. Em relação ao manejo atualizado da hemorragia e coagulopatia associadas ao trauma, marque ''V'' para verdadeiro e ''F'' para falso:( ) Recomenda-se que a reposição fluida usando soluções isotônicas de cristaloides seja iniciada no paciente vítima de trauma que apresente hemorragia e hipotensão arterial;; ( ) O emprego da gasometria arterial com a dosagem do excesso de base e ácido láctico apresenta valor diagnóstico, todavia não tem valor prognóstico nos pacientes com hemorragia associada ao trauma;( ) A administração endovenosa precoce do ácido tranexâmico está recomendada nos pacientes com sangramento ativo ou que apresentem risco potencial de hemorragia, e deve ser iniciada tão breve quanto possível dentro das 3 horas após o trauma; ( ) A estratégia de hipotensão permissiva está proscrita nos pacientes com trauma torácico penetrante sem controle adequado do foco hemorrágico.Assinale a sequência CORRETA:
Choque hemorrágico trauma: hipotensão permissiva (exceto TCE/medular), ATX precoce, cristaloides com cautela, EB/lactato prognóstico.
O manejo do choque hemorrágico no trauma é complexo, focando na interrupção do sangramento, reposição volêmica balanceada e correção da coagulopatia. A hipotensão permissiva é uma estratégia importante, mas com contraindicações específicas, e o ácido tranexâmico deve ser administrado precocemente.
O choque hemorrágico é uma das principais causas de morte evitável em pacientes vítimas de trauma. Seu manejo atualizado foca em controlar rapidamente a fonte do sangramento, otimizar a perfusão tecidual e corrigir a coagulopatia induzida pelo trauma, que é uma tríade letal de hipotermia, acidose e coagulopatia. A reposição volêmica inicial com cristaloides deve ser cautelosa, evitando a super-hidratação que pode diluir fatores de coagulação e agravar a hipotermia e acidose. Estratégias como a hipotensão permissiva são empregadas em pacientes com sangramento não controlado, visando manter uma pressão arterial sistólica mais baixa (geralmente 80-90 mmHg) para evitar a disrupção de coágulos e a diluição. No entanto, essa estratégia é proscrita em pacientes com trauma cranioencefálico (TCE) ou lesão medular, onde a manutenção da pressão de perfusão cerebral é crítica. O ácido tranexâmico (ATX) é recomendado precocemente (dentro de 3 horas) em pacientes com sangramento ativo ou risco de hemorragia, pois atua como antifibrinolítico, reduzindo a mortalidade. A monitorização da resposta ao tratamento é fundamental, e a gasometria arterial, com a avaliação do excesso de base e do lactato, é uma ferramenta valiosa. Esses marcadores refletem a hipoperfusão tecidual e têm tanto valor diagnóstico quanto prognóstico, indicando a gravidade do choque e a eficácia das intervenções. O manejo integrado e protocolado é essencial para melhorar os desfechos desses pacientes.
O ácido tranexâmico é um antifibrinolítico que reduz a mortalidade em pacientes traumatizados com sangramento ativo ou risco de hemorragia, especialmente se administrado nas primeiras 3 horas após o trauma, ao inibir a quebra do coágulo.
A hipotensão permissiva visa manter a pressão arterial sistólica em níveis mais baixos (ex: 80-90 mmHg) em pacientes com sangramento não controlado, para evitar a diluição dos fatores de coagulação e a ruptura de coágulos. É contraindicada em trauma cranioencefálico (TCE) ou medular.
A gasometria arterial, com a dosagem do excesso de base (EB) e do lactato, é um excelente marcador de hipoperfusão tecidual e choque, tendo valor tanto diagnóstico quanto prognóstico na avaliação da gravidade e resposta ao tratamento da hemorragia no trauma.
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