Manejo da Hipertensão na Artrite Reumatoide: Guia SBR

Pontifícia Universidade Católica do Paraná - Campus Curitiba — Prova 2015

Enunciado

Paciente feminina, 66 anos, caucasiana, em seguimento por artrite reumatoide há 30 anos. Atualmente em uso de metotrexate 25 mg/semana, ácido fólico 5 mg/semana e adalimumab 40mg a cada 15 dias. Vem em consulta de rotina, referindo bom controle da doença com o tratamento. Entretanto, refere que em várias medidas da pressão arterial, realizadas após 15 minutos de repouso na Unidade Básica de Saúde, apresentou-se hipertensa, com PA em torno de 150/100. Já reduziu o consumo de sal, mas notou melhora muito discreta dos níveis pressóricos. É tabagista, sedentária e nega história familiar de doença aterosclerótica ou diabetes, porém, a mãe e o pai eram hipertensos. A mãe teve fratura de colo de fêmur. Ao exame apresenta PA 150/100 em ambos os braços, FC = 72, IMC = 23, exame segmentar normal, incluindo ausência de sopros ou edema e pulsos periféricos simétricos. Também não apresentava artrite. Traz os seguintes exames laboratoriais: enzimas hepáticas, hemograma e creatina normais, glicemia de jejum = 98 mg/dL, colesterol total = 210 mg/dL, HDL = 35 mg/dL e triglicerídeos = 150 mg/dL. Assinale a alternativa CORRETA considerando as recomendações da Sociedade Brasileira de Reumatologia para Manejo das Comorbidades dos Pacientes com Artrite Reumatoide de 2012.

Alternativas

  1. A) Devido à redução na mortalidade cardiovascular, a clortalidona é o anti-hipertensivo de escolha como terapia inicial no tratamento da HAS em pacientes com AR.
  2. B) Os níveis de LDL colesterol estão adequados, não sendo necessária nenhuma intervenção adicional.
  3. C) Devido aos efeitos benéficos em nível endotelial, e por interferirem menos no metabolismo dos carboidratos e causarem menos dislipidemia, IECA ou BRA são preferidos como terapia inicial no tratamento da HAS em pacientes com AR.
  4. D) A prevalência de infarto agudo do miorcádio e insuficiência cardíaca congestiva nos pacientes com artrite reumatoide é semelhante à população geral.
  5. E) Uma vez que a paciente não está mais em uso de corticosteroide, o risco de fraturas é semelhante ao risco da população geral, não sendo necessária a suplementação com cálcio e vitamina D.

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