Câncer de Mama Luminal A: Manejo Cirúrgico e Adjuvante

UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2025

Enunciado

Uma paciente de 45 anos previamente hígida apresenta uma massa palpável no quadrante superior externo da mama direita. A mamografia revela uma lesão espiculada de 1,5 cm com microcalcificações pleomórficas associadas. A biópsia revelou carcinoma ductal invasivo com receptor de estrogênio positivo (ER+), receptor de progesterona positivo (PR+) e HER2 negativo Ki76 10%. Com base nos achados, qual a próxima etapa no manejo dessa paciente?

Alternativas

  1. A) Realizar ressonância magnética das mamas.
  2. B) Solicitar pesquisa de mutação germinativa em BRCA1/2.
  3. C) Iniciar quimioterapia neoadjuvante.
  4. D) Realizar estadiamento e considerar cirurgia conservadora seguida de terapia hormonal adjuvante.
  5. E) Realizar mastectomia bilateral preventiva

Pérola Clínica

Câncer de mama inicial Luminal A (ER+/PR+, HER2-, Ki-67 baixo) → Cirurgia conservadora + Radioterapia + Hormonioterapia.

Resumo-Chave

Para tumores de mama iniciais com perfil biológico favorável (Luminal A: receptores hormonais positivos, HER2 negativo, baixo Ki-67), a abordagem padrão é a cirurgia (preferencialmente conservadora), seguida de radioterapia e hormonioterapia adjuvante. A quimioterapia geralmente não é necessária para esses casos de baixo risco.

Contexto Educacional

O câncer de mama é uma doença heterogênea, classificada em subtipos moleculares que guiam o prognóstico e a terapia. O subtipo Luminal A, caracterizado por ser receptor de estrogênio positivo (ER+), receptor de progesterona positivo (PR+), HER2 negativo e com baixo índice de proliferação celular (Ki-67 < 20%), é o mais comum e de melhor prognóstico. O manejo de um carcinoma ductal invasivo Luminal A em estágio inicial, como o descrito, segue uma abordagem multimodal bem estabelecida. O primeiro passo é o estadiamento clínico e radiológico para avaliar a extensão da doença. A seguir, o tratamento cirúrgico é o pilar principal. Para tumores pequenos (< 5 cm) e unifocais, a cirurgia conservadora da mama (lumpectomia) associada à biópsia de linfonodo sentinela é a opção preferencial, pois oferece resultados oncológicos equivalentes à mastectomia com melhor qualidade de vida. A terapia adjuvante é crucial para reduzir o risco de recorrência. A radioterapia na mama remanescente é mandatória após a cirurgia conservadora. Devido à expressão de receptores hormonais, a hormonioterapia (com tamoxifeno ou inibidores da aromatase) é indicada por um período de 5 a 10 anos. A quimioterapia adjuvante geralmente é omitida em tumores Luminal A de baixo risco, pois o benefício adicional é mínimo e não supera os potenciais efeitos tóxicos.

Perguntas Frequentes

Por que a cirurgia conservadora é a preferência para este caso de câncer de mama?

Para tumores pequenos (como o de 1,5 cm) e unifocais, a cirurgia conservadora (lumpectomia ou quadrantectomia) seguida de radioterapia oferece taxas de sobrevida equivalentes à mastectomia, com melhor resultado estético, menor morbidade e impacto psicológico.

Qual a importância do perfil ER+, PR+, HER2- e Ki-67 baixo no planejamento terapêutico?

Este perfil define o subtipo molecular como Luminal A, que tem prognóstico favorável. A positividade para receptores hormonais (ER/PR) o torna um alvo ideal para a terapia hormonal adjuvante, que é altamente eficaz. O HER2 negativo e o baixo Ki-67 indicam baixa agressividade e menor benefício da quimioterapia.

Quando a quimioterapia é indicada em tumores de mama com receptores hormonais positivos?

A quimioterapia pode ser considerada em tumores ER+ quando há alto risco de recorrência, avaliado por fatores como tamanho tumoral grande, linfonodos positivos, alto grau histológico ou escores de alto risco em plataformas de assinatura genética (como Oncotype DX ou MammaPrint).

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