Bronquiolite Viral Aguda: Conduta Inicial e Suporte

IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2019

Enunciado

Criança de 8 meses, previamente hígida, há 2 dias com tosse, coriza e febre (38°C), é levada ao pronto atendimento com história de, neste dia, estar apresentando cansaço e piora progressiva do desconforto respiratório, o que está dificultando as mamadas. Ao exame físico, está taquidispneica, com frequência respiratória de 56 ipm, presença de tiragem intercostal e subdiafragmática. Ausculta pulmonar com roncos e sibilos difusos. Restante do exame físico sem alterações. Saturação de 91% em ar ambiente. De acordo com a príncipal hipótese diagnóstica, a conduta inicial deve ser

Alternativas

  1. A) solicitar radiografia de tórax.
  2. B) realizar inalação com fenoterol e corticoide oral.
  3. C) prescrever inalação com soro fisiológico, hidratação parenteral e oxigenioterapia.
  4. D) prescrever inalação com fenoterol associado a brometo de ipratrópio e penicilina cristalina.
  5. E) realizar inalação com adrenalina, corticoide parenteral e oxigenioterapia.

Pérola Clínica

Bronquiolite em lactente com saturação 91% → Oxigenioterapia, hidratação e inalação com SF 0,9%.

Resumo-Chave

O caso descreve um quadro clássico de bronquiolite viral aguda em lactente com sinais de desconforto respiratório e hipoxemia (saturação 91%). A conduta inicial é de suporte, focando na oxigenação, hidratação e desobstrução das vias aéreas com soro fisiológico.

Contexto Educacional

A bronquiolite viral aguda é a principal causa de infecção do trato respiratório inferior em lactentes, frequentemente causada pelo Vírus Sincicial Respiratório. O caso clínico apresenta um lactente de 8 meses com sinais clássicos de BVA e hipoxemia (saturação de 91%), indicando a necessidade de suporte respiratório. O manejo inicial é crucial para evitar a progressão da doença. A conduta inicial para um lactente com bronquiolite e hipoxemia inclui oxigenioterapia para manter a saturação acima de 90-92%, hidratação adequada (oral ou parenteral se houver dificuldade de mamar) e inalação com soro fisiológico para auxiliar na desobstrução das vias aéreas. A monitorização contínua da saturação e do esforço respiratório é fundamental. É importante ressaltar que, na maioria dos casos de bronquiolite, não há indicação para o uso rotineiro de broncodilatadores, corticoides ou antibióticos. Essas terapias não demonstraram benefício consistente e podem levar a efeitos adversos. O foco deve ser no tratamento de suporte e na identificação de sinais de gravidade que justifiquem a internação.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para internação hospitalar na bronquiolite viral aguda?

Critérios incluem hipoxemia persistente (saturação < 90-92%), desconforto respiratório grave, apneia, desidratação, incapacidade de se alimentar adequadamente e presença de fatores de risco como prematuridade ou cardiopatia congênita.

Por que a inalação com soro fisiológico é recomendada na bronquiolite?

A inalação com soro fisiológico hipertônico (ou isotônico em alguns protocolos) pode ajudar a fluidificar as secreções e facilitar sua remoção, melhorando a desobstrução das vias aéreas e o desconforto respiratório.

Quando considerar o uso de broncodilatadores na bronquiolite viral aguda?

O uso de broncodilatadores (como salbutamol) não é rotineiro e deve ser considerado em casos selecionados, como lactentes com história familiar de atopia ou resposta prévia positiva, mas não é a terapia de primeira linha.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo