SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2015
João, de 3 meses de idade, iniciou há 3 dias coriza, febre baixa, tosse e espirros. Hoje foi observado cansaço. Ao exame, dispneia leve, FR = 40 ipm, hidratada, afebril, ativa, choro forte. Ausculta com MV discretamente diminuído, com estertores grossos esparsos em ambos hemitórax. Tiragem subcostal leve. Saturação de O2 = 96%. A conduta inclui:
Bronquiolite leve em lactente com SatO2 > 90-92% → Suporte: salina nasal e elevação do decúbito.
A bronquiolite viral aguda em lactentes é uma doença autolimitada, e o tratamento é primariamente de suporte. Para casos leves, a desobstrução das vias aéreas superiores com solução salina e a elevação do decúbito são medidas eficazes para melhorar o conforto respiratório e a alimentação, sem necessidade de intervenções farmacológicas ou exames complementares rotineiros.
A bronquiolite viral aguda é uma infecção respiratória comum em lactentes, geralmente causada pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), que afeta as pequenas vias aéreas. Caracteriza-se por um pródromo de sintomas de resfriado, seguido por tosse, sibilância, taquipneia e desconforto respiratório. É a principal causa de hospitalização por doença respiratória em crianças menores de um ano. O pico de incidência ocorre entre 2 e 6 meses de idade. O diagnóstico é eminentemente clínico, baseado na história e exame físico. Exames complementares como radiografia de tórax ou pesquisa viral não são rotineiramente indicados para casos típicos, pois não alteram a conduta na maioria das vezes. A avaliação da gravidade inclui frequência respiratória, presença de tiragens, sibilância, nível de consciência e saturação de oxigênio. A desidratação é uma complicação a ser monitorada. O tratamento da bronquiolite é essencialmente de suporte, focado em manter a hidratação, desobstruir vias aéreas e fornecer oxigênio se necessário. Medidas como lavagem nasal com solução salina e elevação do decúbito ajudam a aliviar a congestão e melhorar o conforto. Não há evidências para o uso rotineiro de broncodilatadores, corticoides ou antibióticos. A internação é considerada para casos de desconforto respiratório moderado a grave, hipoxemia persistente, desidratação ou apneia.
O diagnóstico é clínico, baseado em um pródromo de infecção de vias aéreas superiores (coriza, tosse, febre baixa), seguido por desconforto respiratório (taquipneia, tiragem, sibilância, estertores) em crianças menores de 2 anos, especialmente nos primeiros meses de vida.
A oxigenoterapia é indicada quando a saturação de oxigênio periférica (SatO2) é persistentemente menor que 90-92% em ar ambiente, visando manter a SatO2 acima desses valores. Não é recomendada para SatO2 > 92%.
Estudos mostram que broncodilatadores (como salbutamol) e corticoides não alteram significativamente o curso da doença, a duração da hospitalização ou a necessidade de oxigênio na maioria dos casos de bronquiolite viral aguda, e podem ter efeitos colaterais. O tratamento é primariamente de suporte.
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