HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2023
A bronquiolite viral aguda é uma das principais causas de internação em lactentes. Sobre as bronquiolites, assinalar a alternativa CORRETA:
Bronquiolite viral aguda: tratamento é suporte (hidratação, oxigênio); broncodilatadores, corticoides e ATB geralmente contraindicados.
O tratamento da bronquiolite viral aguda é primariamente de suporte, focando em hidratação e oxigenoterapia. O uso rotineiro de broncodilatadores, corticoides e antibióticos não é recomendado e pode até ser prejudicial, pois não alteram o curso da doença viral.
A bronquiolite viral aguda é uma infecção respiratória comum em lactentes, principalmente causada pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), sendo a principal causa de internação hospitalar nessa faixa etária. Caracteriza-se por inflamação e edema das pequenas vias aéreas, levando a sibilância e dificuldade respiratória. É crucial para residentes compreenderem sua epidemiologia e impacto. O diagnóstico da bronquiolite é essencialmente clínico, baseado na história e exame físico, com achados como taquipneia, sibilância, crepitações e tiragem. Exames complementares como radiografia de tórax geralmente não são necessários para o diagnóstico e devem ser solicitados apenas em casos de suspeita de complicações ou diagnósticos diferenciais. A fisiopatologia envolve a necrose do epitélio brônquico e edema submucoso. O tratamento é fundamentalmente de suporte, incluindo hidratação adequada, desobstrução das vias aéreas e oxigenoterapia para manter a saturação. O uso de broncodilatadores, corticoides, antibióticos e anticolinérgicos não é recomendado de rotina, pois não demonstram benefício consistente e podem ter efeitos adversos. A prevenção com Palivizumabe é reservada para grupos de alto risco.
Os pilares incluem hidratação adequada, manutenção da via aérea desobstruída e oxigenoterapia para manter a saturação de oxigênio acima de 90-92%.
Estudos demonstram que broncodilatadores e corticoides não alteram significativamente o curso da doença ou o tempo de internação na maioria dos casos de bronquiolite viral aguda, podendo até gerar efeitos adversos.
O Palivizumabe é indicado para prevenção em grupos de alto risco, como prematuros extremos, crianças com doença pulmonar crônica da prematuridade ou cardiopatia congênita hemodinamicamente significativa, não para todas as crianças.
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