CEOQ - Centro Especializado Oftalmológico Queiroz (BA) — Prova 2021
Assinale a alternativa que apresenta o objetivo no manejo do paciente com Bronquiolite Viral Aguda.
Manejo da Bronquiolite Viral Aguda → Suporte: hidratação adequada e monitoramento de sinais de agravo respiratório.
O manejo da Bronquiolite Viral Aguda é primariamente de suporte, visando manter a hidratação e a oxigenação adequadas. É crucial monitorar a aceitação da dieta e a presença de sinais de desconforto respiratório para evitar a progressão para formas graves e a necessidade de intervenções mais invasivas.
A Bronquiolite Viral Aguda é uma infecção respiratória comum em lactentes, causada principalmente pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), que afeta as pequenas vias aéreas. É uma das principais causas de internação hospitalar em crianças menores de um ano, sendo crucial para residentes compreender seu manejo adequado para evitar desfechos desfavoráveis. O diagnóstico é clínico, baseado em sintomas como coriza, tosse, sibilância e desconforto respiratório. A fisiopatologia envolve inflamação e edema das vias aéreas, levando a obstrução e aprisionamento de ar. O objetivo principal do manejo é o suporte, garantindo oxigenação e hidratação adequadas, e monitorando de perto a evolução clínica para identificar precocemente sinais de agravo. O tratamento é essencialmente de suporte, com foco na manutenção da hidratação oral ou intravenosa, oxigenoterapia se necessário, e aspiração de secreções. Não há tratamento antiviral específico ou broncodilatadores rotineiramente recomendados. O prognóstico é geralmente bom, mas a atenção aos sinais de agravo respiratório e à aceitação da dieta é fundamental para prevenir a progressão para quadros mais graves, como insuficiência respiratória e desidratação.
Os principais sinais de agravo incluem taquipneia progressiva, tiragem intercostal e subcostal, batimento de asa de nariz, cianose, gemência e diminuição da aceitação alimentar, indicando a necessidade de reavaliação médica.
A hidratação é crucial porque a taquipneia e o esforço respiratório aumentam as perdas insensíveis de água, e a dificuldade alimentar pode levar à desidratação. Manter a hidratação previne complicações e auxilia na recuperação.
A internação é indicada para lactentes com sinais de desconforto respiratório moderado a grave, desidratação, apneia, saturação de oxigênio persistentemente baixa, ou na presença de comorbidades que aumentam o risco de complicações.
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