HMTJ - Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (MG) — Prova 2015
Quanto ao manejo terapêutico na bronquiolite, é incorreto afirmar que:
Fisioterapia torácica NÃO é recomendada rotineiramente na bronquiolite; evidências não suportam seu benefício.
A fisioterapia torácica, embora intuitiva para desobstrução de vias aéreas, não tem evidência de benefício na bronquiolite e pode até causar desconforto. As diretrizes atuais não a recomendam como tratamento de rotina, focando no suporte e oxigenoterapia.
A bronquiolite é uma infecção viral aguda das vias aéreas inferiores, comum em lactentes, caracterizada por inflamação e obstrução das pequenas vias aéreas. O manejo é primariamente de suporte, visando manter a oxigenação e hidratação adequadas. É uma condição frequente nas emergências pediátricas, exigindo dos residentes um conhecimento atualizado sobre as condutas baseadas em evidências. As principais intervenções incluem a suplementação de oxigênio para hipoxemia, hidratação adequada e, em alguns casos, o uso de solução salina hipertônica nebulizada para reduzir o edema e a viscosidade das secreções. Broncodilatadores podem ser testados, mas só devem ser mantidos se houver resposta clínica positiva, pois a bronquiolite não é primariamente uma doença broncoespástica. É crucial reconhecer que algumas terapias, como a fisioterapia torácica e o uso rotineiro de corticoides ou antibióticos, não são recomendadas pelas diretrizes atuais devido à falta de evidências de benefício e ao potencial de efeitos adversos. O foco deve ser na monitorização cuidadosa e no suporte individualizado para cada paciente, evitando intervenções desnecessárias.
A solução salina hipertônica (3%) pode ser utilizada para reduzir o edema da via aérea e diminuir a viscosidade das secreções, facilitando a expectoração e melhorando a função pulmonar em alguns casos, embora seu benefício seja controverso e não universal.
A suplementação de oxigênio é indicada quando há hipoxemia (saturação de oxigênio <90-92%). É o principal suporte para manter a oxigenação adequada e pode influenciar a duração da hospitalização.
Estudos e diretrizes atuais não demonstram benefício significativo da fisioterapia torácica na bronquiolite e, em alguns casos, pode aumentar o desconforto respiratório e o estresse do lactente. O foco é no suporte respiratório e hidratação.
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