Betabloqueadores na IC Descompensada: Quando Suspender?
HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2017
Enunciado
Com relação ao uso de diuréticos e betabloqueadores no tratamento da IC, é INCORRETO afirmar que:
Alternativas
A) A dose do diurético deve ser ajustada de acordo com as necessidades individuais ao longo do tempo. Em pacientes euvolêmicos / hipovolêmicos assintomáticos, o uso de um diurético pode ser interrompido temporariamente. Os doentes podem ser treinados para auto-ajustar sua dose de diuréticos com base no monitoramento de sintomas / sinais de congestão e medições diárias de peso.
B) Diuréticos de alça inibem o transporte de sódio e cloro para o intracelular por inibirem a bomba de Na / K / 2Cl na porção espessa da alça de Henle. Apresentam início de ação rápida, meia-vida curta (1,5h), duração de efeito de aproximadamente 6 horas e devem preferencialmente ser iniciados por via IV.
C) Aespironolactona é um antagonista da aldosterona c/ baixo poder diurético, início de ação tardio e duração de ação mais prolongada, sendo geralmente utilizada em associação c/ outros diuréticos. O efeito colateral mais frequente é a hipercalemia, principalmente em pacientes c/ alteração da função renal e na associação c/ IECA ou BRA.
D) Nos pacientes que nunca usaram betabloqueador, passada a fase aguda da descompensação da IC, c/ estabilização clínica e resolução da congestão pulmonar e sistêmica (euvolemia) e já tendo sido reiniciado IECA/BRA e diurético por via oral, o betabloqueador pode ser iniciado.
E) No subgrupo com sinais de baixo débito (“frio”) e que já usam betabloqueadores, os pacientes apresentam uma contraindicação relativa à retirada do BB, podendo ser considerada uma redução a 25% da dose já estabilizada.
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