PSU PRMMT - Processo Seletivo Unificado de Residência Médica do MT — Prova 2024
Homem, 65 anos, foi trazido ao pronto-atendimento por familiares devido quadro de cerca de 2 horas de hemiplegia à direita, com predomínio braquiofacial, disartria e afasia motora, com desvio da língua para direita e do olhar conjugado para a esquerda. O histórico médico consta hipertensão com baixa aderência ao acompanhamento médico e dislipidemia. Nega outras patologias. Ao exame, além do déficit neurológico, apresenta pressão 140x80 mmHg e FC 85 bpm. A primeira conduta do emergencista deverá ser:
Suspeita de AVC agudo → TC de crânio SEM contraste é a primeira conduta para diferenciar isquêmico de hemorrágico.
Em um paciente com suspeita de Acidente Vascular Cerebral (AVC) agudo, a prioridade é realizar uma tomografia computadorizada (TC) de crânio sem contraste o mais rápido possível. Este exame é fundamental para diferenciar um AVC isquêmico de um AVC hemorrágico, o que guiará as decisões terapêuticas subsequentes, como a indicação de trombólise.
O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma emergência médica que requer reconhecimento e manejo rápidos para minimizar danos neurológicos. A apresentação clínica clássica envolve déficits neurológicos focais de início súbito, como hemiplegia, afasia e disartria, frequentemente associados a fatores de risco como hipertensão e dislipidemia. A janela terapêutica para intervenções como a trombólise é estreita, tornando a agilidade no atendimento fundamental. A avaliação inicial de um paciente com suspeita de AVC agudo no pronto-atendimento deve seguir um protocolo rigoroso. Após a estabilização das vias aéreas, respiração e circulação (ABC), a prioridade diagnóstica é a realização de uma tomografia computadorizada (TC) de crânio sem contraste. Este exame é rápido e eficaz para excluir hemorragia intracraniana, que contraindicaria a terapia trombolítica com alteplase, e para identificar sinais precoces de isquemia. Uma vez excluída a hemorragia, e dentro da janela terapêutica (geralmente 4,5 horas do início dos sintomas para trombólise endovenosa), a terapia de reperfusão pode ser considerada. O manejo subsequente envolve o controle da pressão arterial, glicemia, temperatura e prevenção de complicações, além da investigação etiológica do AVC. Residentes devem dominar o fluxograma de atendimento do AVC agudo para garantir o melhor prognóstico aos pacientes.
Os sinais e sintomas podem incluir fraqueza ou dormência súbita em um lado do corpo (face, braço ou perna), dificuldade para falar ou entender a fala (disartria, afasia), desvio da rima labial, alteração da visão e desequilíbrio.
A TC de crânio sem contraste é crucial para diferenciar rapidamente um AVC isquêmico de um AVC hemorrágico, pois a presença de sangramento contraindica a trombólise e exige um manejo diferente.
Fatores de risco comuns incluem hipertensão arterial sistêmica, dislipidemia, diabetes mellitus, tabagismo, fibrilação atrial, obesidade e sedentarismo.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo