FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2020
O Manejo Ativo do Terceiro Período do Trabalho de Parto (MATP) é uma estratégia para a prevenção da hemorragia pós-parto, sendo a atonia uterina sua principal causa. O principal componente desta estratégia é:
MATP → Ocitocina profilática = principal componente para prevenir HPP.
A profilaxia medicamentosa com ocitocina é o componente mais eficaz do Manejo Ativo do Terceiro Período do Trabalho de Parto (MATP) para prevenir a hemorragia pós-parto (HPP), atuando na contração uterina e reduzindo a atonia.
A hemorragia pós-parto (HPP) é uma das principais causas de morbimortalidade materna globalmente, sendo a atonia uterina responsável por cerca de 70-80% dos casos. O Manejo Ativo do Terceiro Período do Trabalho de Parto (MATP) é uma estratégia baseada em evidências para prevenir a HPP, recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O MATP consiste em um conjunto de intervenções realizadas sistematicamente após o nascimento do bebê e antes da dequitação da placenta. O principal componente e o mais eficaz dessa estratégia é a profilaxia medicamentosa com ocitocina. A ocitocina, um uterotônico, age promovendo contrações uterinas fortes e sustentadas, o que ajuda a comprimir os vasos sanguíneos no local de implantação da placenta e a prevenir a atonia uterina. Outros componentes do MATP incluem o clampeamento precoce ou tardio do cordão umbilical (a depender das diretrizes locais e condições do RN), a tração controlada do cordão umbilical para auxiliar na dequitação da placenta e a massagem uterina após a dequitação. A correta aplicação do MATP, com ênfase na administração da ocitocina, é uma habilidade essencial para todos os profissionais de saúde que assistem partos, visando reduzir drasticamente a incidência de HPP.
O MATP inclui a administração de uterotônicos (principalmente ocitocina), clampeamento e secção do cordão umbilical, tração controlada do cordão e massagem uterina pós-placenta.
A atonia uterina ocorre quando o útero não se contrai adequadamente após o parto, impedindo a compressão dos vasos sanguíneos no leito placentário, o que leva a sangramento excessivo.
A ocitocina deve ser administrada imediatamente após o nascimento do ombro anterior ou do bebê, preferencialmente por via intravenosa ou intramuscular, para garantir a contração uterina eficaz.
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