ENARE/ENAMED — Prova 2026
Parturiente de 29 anos, sem comorbidades, esteve em trabalho de parto por 8 horas e evoluiu para parto vaginal. Após 10 minutos do desprendimento do feto, ainda não se observou a expulsão da placenta. A paciente está estável e sem sinais de hemorragia. Diante do quadro apresentado, a conduta a ser adotada é
Retenção placentária (10-30 min pós-parto) → Manejo ativo = Tração controlada do cordão + Contratração uterina suprapúbica.
O manejo ativo do terceiro período do parto, incluindo a tração controlada do cordão umbilical com contratração uterina suprapúbica (manobra de Brandt-Andrews), é a conduta padrão para auxiliar a dequitação placentária e prevenir a hemorragia pós-parto, especialmente após 10 minutos sem expulsão espontânea.
O terceiro período do parto, que se estende do nascimento do bebê até a expulsão da placenta, é crucial para a prevenção da hemorragia pós-parto, uma das principais causas de mortalidade materna. O manejo ativo deste período é uma prática recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e inclui a administração de uterotônicos, a tração controlada do cordão umbilical e a massagem uterina após a expulsão da placenta. A tração controlada do cordão, especificamente, é uma técnica que visa auxiliar a separação e expulsão da placenta de forma segura, minimizando riscos. Quando a placenta não é expulsa espontaneamente em um período de tempo razoável (geralmente entre 10 e 30 minutos, dependendo do protocolo), a intervenção é necessária. A manobra de Brandt-Andrews, que combina a tração suave do cordão com a contratração uterina suprapúbica, é a técnica de escolha para auxiliar a dequitação, evitando complicações como a inversão uterina. É fundamental que o profissional de saúde esteja apto a identificar a separação placentária e a aplicar corretamente as técnicas de manejo ativo para garantir a segurança da parturiente.
Embora varie, geralmente após 10 a 30 minutos sem expulsão espontânea, considera-se retenção placentária e o manejo ativo é indicado.
É a técnica de tração controlada do cordão umbilical enquanto se aplica contratração suprapúbica no útero para auxiliar a dequitação placentária.
Os principais riscos são hemorragia pós-parto, inversão uterina (se tração não controlada) e infecção.
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