UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2022
Em relação à hemorragia pós-parto (HPP), NÃO PODEMOS AFIRMAR:
Manejo ativo da HPP foca no 3º período do parto, não no 4º, para reduzir risco.
O manejo ativo do terceiro período do parto é uma estratégia fundamental para a prevenção da hemorragia pós-parto, incluindo o uso de ocitocina, clampeamento oportuno do cordão e tração controlada do cordão. O quarto período é de observação.
A hemorragia pós-parto (HPP) é definida como a perda sanguínea ≥ 500 mL após parto vaginal ou ≥ 1000 mL após cesariana, sendo uma das principais causas de morbimortalidade materna globalmente. Sua prevenção é fundamental, e o manejo ativo do terceiro período do parto é uma estratégia baseada em evidências para reduzir sua incidência. Este manejo inclui a administração de ocitocina, clampeamento oportuno do cordão umbilical e tração controlada do cordão. A fisiopatologia da HPP é complexa, mas a atonia uterina é a causa mais comum (cerca de 70-80% dos casos). Outras causas incluem trauma do canal de parto, retenção de restos placentários e coagulopatias. O diagnóstico é clínico, baseado na estimativa da perda sanguínea, e a conduta deve ser rápida e coordenada, seguindo o protocolo dos "4 Ts": Tônus (atonia), Trauma, Tecido (retenção placentária) e Trombina (coagulopatia). O tratamento da HPP envolve medidas gerais de suporte, como reposição volêmica e transfusão, e medidas específicas para a causa. A ocitocina é a droga de primeira escolha para atonia uterina, tanto na prevenção quanto no tratamento. Outros uterotônicos como misoprostol, metilergonovina e carboprost podem ser utilizados, com perfis de efeitos colaterais distintos. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e da eficácia do tratamento, sendo crucial a atuação da equipe multidisciplinar.
O manejo ativo do terceiro período do parto é crucial para prevenir a HPP, pois visa promover a contração uterina e a expulsão completa da placenta, reduzindo a atonia uterina.
A ocitocina é a droga de primeira escolha na prevenção da HPP. No tratamento, ocitocina e misoprostol são opções, sendo que o misoprostol tem mais efeitos colaterais.
O clampeamento oportuno do cordão umbilical, após 1-3 minutos ou cessar pulsação, é parte do manejo ativo do terceiro período e não aumenta o risco de HPP, trazendo benefícios ao recém-nascido.
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