Manejo Ativo do Terceiro Período: Protocolo e Manobras

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Isabela, 32 anos, G2P1 (parto vaginal anterior complicado por hemorragia pós-parto devido à atonia uterina), acaba de dar à luz um recém-nascido de 3.950g após um trabalho de parto sem outras intercorrências. O médico assistente optou pela implementação do protocolo de manejo ativo do terceiro período do parto para reduzir o risco de recorrência de sangramento excessivo. Os dados atuais da paciente são apresentados na tabela abaixo: | Parâmetro Clínico | Status / Valor | | :--- | :--- | | Pressão Arterial | 115/75 mmHg | | Frequência Cardíaca | 82 bpm | | Ocitocina (10 UI IM) | Administrada imediatamente após o nascimento fetal | | Cordão Umbilical | Pinçado após cessar pulsação (aproximadamente 2 minutos) | | Tempo atual | 4 minutos após o desprendimento fetal | Com base no protocolo de manejo ativo do terceiro estágio e visando a dequitação placentária segura, qual a manobra técnica subsequente recomendada?

Alternativas

  1. A) Manobra de Dublin, consistindo na rotação da placenta sobre o próprio eixo após sua saída pelo introito.
  2. B) Tração controlada do cordão umbilical associada à contrapressão suprapúbica (Manobra de Brandt-Andrews).
  3. C) Massagem uterina vigorosa e contínua do fundo do útero até a expulsão completa da placenta.
  4. D) Manobra de Credé, através da compressão do fundo uterino com o polegar e os outros dedos para expulsão forçada.

Pérola Clínica

Manejo ativo 3º período = Ocitocina 10UI IM + Tração Controlada do Cordão.

Resumo-Chave

O manejo ativo reduz drasticamente o risco de hemorragia pós-parto; consiste em ocitocina imediata, tração controlada do cordão com contrapressão suprapúbica e vigilância do tônus.

Contexto Educacional

O terceiro período do parto compreende o intervalo entre o nascimento do feto e a expulsão da placenta. É o momento de maior risco para hemorragia pós-parto, principal causa de morte materna. O manejo ativo é uma intervenção baseada em evidências que acelera o descolamento placentário e otimiza a contratilidade uterina. A ocitocina é o fármaco de primeira escolha. A técnica de tração controlada deve ser executada com cautela, sempre associada à manobra de estabilização uterina para prevenir a inversão uterina iatrogênica.

Perguntas Frequentes

Quais são os três pilares do manejo ativo do terceiro período?

De acordo com a OMS e protocolos nacionais, os pilares são: 1) Administração de uterotônicos (preferencialmente ocitocina 10 UI IM) imediatamente após o nascimento; 2) Tração controlada do cordão umbilical (Manobra de Brandt-Andrews); 3) Massagem uterina após a dequitação para garantir a contração mantida.

Como é realizada a Manobra de Brandt-Andrews?

Consiste na tração suave e contínua do cordão umbilical com uma mão, enquanto a outra mão realiza uma contrapressão suprapúbica (sentido cranial) no corpo uterino. Isso evita a inversão uterina e facilita a descida da placenta que já iniciou o descolamento.

Por que o manejo ativo é preferível ao manejo expectante?

O manejo ativo reduz a incidência de hemorragia pós-parto (HPP) em cerca de 60%, diminui a necessidade de transfusão sanguínea e encurta a duração do terceiro estágio. É a conduta padrão ouro, especialmente em pacientes com fatores de risco como a atonia uterina prévia.

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