Manejo Ativo do Terceiro Estágio do Parto: Prevenção de HPP

PSU-AL - Processo Seletivo Unificado de Alagoas — Prova 2020

Enunciado

Mulher tercigista e secundipara (partos normais). Fez pré-natal adequado e nega alterações em exames laboratoriais. Deu entrada na emergência da Maternidade com 38 semanas de gestação, queixando-se de dor em baixo ventre, apresentando 4 contrações de 40 segundos cada, em intervalo de 10 minutos. Batimento cardíaco fetal: 144bpm. Ao toque vaginal, colo dilatado 9cm, fino, bolsa integra, apresentação em +1 de De Lee com Lambda em correspondência com estreito superior da bacia à esquerda e anteriormente. Para melhorar a assistência dessa paciente durante o trabalho de parto, diversas intervenções poderão ser realizadas. Com relação a essas intervenções, é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) A amniotomia deve ser realizada rotineiramente no final da dilatação, diminuindo assim as taxas de cesariana.
  2. B) A manobra de Kristeller deve ser realizada em casos com período expulsivo prolongado.
  3. C) A manobra de Kristeller deve ser realizada em casos com período expulsivo prolongado.
  4. D) No secundamento são importantes a tração controlada do cordão e o uso de agentes uterotônicos para diminuir risco de hemorragia.

Pérola Clínica

Secundamento ativo = tração controlada do cordão + uterotônicos → ↓ risco hemorragia pós-parto.

Resumo-Chave

O manejo ativo do terceiro estágio do trabalho de parto, que inclui a tração controlada do cordão umbilical e a administração de uterotônicos, é uma prática baseada em evidências para reduzir significativamente o risco de hemorragia pós-parto. A amniotomia rotineira e a manobra de Kristeller não são recomendadas.

Contexto Educacional

O trabalho de parto é um processo fisiológico complexo que requer monitoramento cuidadoso e intervenções baseadas em evidências para garantir a segurança da mãe e do bebê. A assistência adequada durante o trabalho de parto envolve a avaliação contínua da progressão, do bem-estar fetal e da saúde materna, com o objetivo de promover um parto vaginal seguro e minimizar complicações. Intervenções como a amniotomia e a manobra de Kristeller são frequentemente questionadas. A amniotomia, ou ruptura artificial das membranas, não é recomendada rotineiramente para acelerar o trabalho de parto ou diminuir as taxas de cesariana, pois pode aumentar o risco de infecção e prolapso de cordão. A manobra de Kristeller, que consiste na aplicação de pressão fúndica para auxiliar a expulsão fetal, é amplamente contraindicada devido aos riscos maternos (ruptura uterina, inversão uterina) e fetais (trauma, asfixia). Em contraste, o manejo ativo do terceiro estágio do trabalho de parto é uma intervenção comprovadamente eficaz para reduzir o risco de hemorragia pós-parto, uma das principais causas de morbimortalidade materna. Este manejo inclui a administração de agentes uterotônicos (como ocitocina) imediatamente após o nascimento do bebê e a realização da tração controlada do cordão umbilical para auxiliar na dequitação da placenta, seguida de massagem uterina. Essas ações promovem a contração uterina e a oclusão dos vasos sanguíneos no leito placentário, prevenindo o sangramento excessivo.

Perguntas Frequentes

Quais são os componentes do manejo ativo do terceiro estágio do trabalho de parto?

O manejo ativo do terceiro estágio inclui a administração de um agente uterotônico (geralmente ocitocina) após o nascimento do ombro anterior, a tração controlada do cordão umbilical e a massagem uterina após a dequitação da placenta.

Por que a manobra de Kristeller é contraindicada no trabalho de parto?

A manobra de Kristeller é contraindicada devido ao risco de complicações graves para a mãe (ruptura uterina, lesões perineais, inversão uterina) e para o feto (fraturas, asfixia). Não há evidências de benefício comprovado.

Qual o papel dos agentes uterotônicos na prevenção da hemorragia pós-parto?

Agentes uterotônicos, como a ocitocina, promovem a contração uterina, o que ajuda a comprimir os vasos sanguíneos no sítio placentário e a prevenir o sangramento excessivo após a dequitação da placenta.

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