INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025
Menino de 10 anos, em atendimento ambulatorial, apresenta tosse persistente que o desperta à noite frequentemente, além de chiado no peito, de forma intermitente, há cerca de 10 meses. Os sintomas pioram durante a realização de atividades físicas, como correr e jogar futebol. Teve 2 crises recentes de “chiadeira” e cansaço, necessitando ir ao serviço de urgência. Foi diagnosticado com asma aos 5 anos e é medicado com salbutamol inalatório nos episódios de crise. A função pulmonar revela VEF1 de 70% do previsto, VEF1/CVF igual a 0,8 e aumento de 15% após uso de broncodilatador. Entre as opções a seguir, a indicação terapêutica adequada para o caso é
Asma com sintomas noturnos + VEF1 < 80% → necessita de terapia controladora com corticoide inalatório (ICS), frequentemente associado a LABA.
Em pacientes com asma persistente não controlada apenas com SABA de resgate, a terapia de controle é fundamental. A associação de corticoide inalatório (ICS) com beta-agonista de longa duração (LABA) é a principal estratégia para o controle dos sintomas e melhora da função pulmonar (GINA Etapa 3 ou superior).
A asma é a doença crônica mais comum na infância, caracterizada por inflamação crônica das vias aéreas, hiper-responsividade brônquica e obstrução reversível do fluxo aéreo. O manejo adequado é crucial para prevenir exacerbações, manter a função pulmonar e garantir a qualidade de vida do paciente. A abordagem terapêutica é escalonada, baseada no nível de controle dos sintomas, conforme preconizado por diretrizes como o GINA (Global Initiative for Asthma). O diagnóstico é clínico, apoiado pela espirometria, que demonstra obstrução ao fluxo aéreo (VEF1/CVF reduzido) com resposta significativa ao broncodilatador. No caso apresentado, o paciente exibe sinais claros de asma não controlada (sintomas noturnos, limitação de atividades, exacerbações recentes) e VEF1 de 70%, classificando-se como asma persistente moderada. O tratamento exclusivo com SABA (salbutamol) de resgate é insuficiente para esta gravidade. O pilar do tratamento para asma persistente é a terapia anti-inflamatória com corticoides inalatórios (ICS). Para pacientes que não atingem o controle com doses baixas a médias de ICS, o próximo passo (Etapa 3 do GINA) é a associação de um beta-agonista de longa duração (LABA). A combinação ICS/LABA melhora a adesão e tem efeito sinérgico, controlando a inflamação e promovendo broncodilatação prolongada. O SABA continua sendo usado apenas para alívio rápido dos sintomas agudos. O uso de antileucotrienos é uma opção, mas geralmente menos eficaz que a associação ICS/LABA nesta etapa.
A asma é classificada como persistente moderada quando os sintomas são diários, despertares noturnos ocorrem mais de uma vez por semana, há necessidade de SABA de resgate diariamente e o VEF1 está entre 60% e 80% do previsto. O caso descrito se encaixa nesse perfil, indicando asma não controlada.
O corticoide inalatório (ICS) é a base do tratamento, pois combate a inflamação crônica das vias aéreas. O beta-agonista de longa duração (LABA) promove broncodilatação sustentada. A associação dos dois tem efeito sinérgico, melhorando o controle dos sintomas e a função pulmonar de forma mais eficaz do que o aumento da dose do ICS isoladamente.
O uso exclusivo de SABA (ex: salbutamol) alivia os sintomas agudos, mas não trata a inflamação subjacente da asma. Isso mascara a gravidade da doença, levando a um falso senso de controle e aumentando o risco de exacerbações graves, remodelamento brônquico e perda progressiva da função pulmonar.
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