UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2021
Mulher de 30 anos, asmática desde a infância, em tratamento regular com budesonida 400 mcg de 12/12 h, comparece em retorno médico referindo chiado no peito 1 vez por semana, despertar noturno 1 vez por semana e uso de beta 2 agonista de curta, raramente. Nega outros sintomas. A MELHOR CONDUTA é:
Asma persistente moderada (sintomas > 2x/sem, despertar > 1x/sem) em CI dose média → associar LABA (formoterol).
A paciente apresenta asma persistente moderada, não controlada com corticoide inalatório (CI) em dose média. A próxima etapa no manejo da asma, conforme as diretrizes GINA, é adicionar um beta-2 agonista de longa duração (LABA) ao CI.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que requer um manejo individualizado e escalonado. A classificação da asma em termos de gravidade e controle é fundamental para guiar o tratamento. Pacientes com asma persistente moderada, como a descrita na questão, apresentam sintomas mais frequentes e necessitam de uma terapia de manutenção mais robusta para alcançar o controle da doença. As diretrizes globais para o manejo da asma (GINA) recomendam uma abordagem em etapas. Para pacientes que não atingem o controle com corticosteroides inalatórios (CI) em dose baixa a média, a próxima etapa é a adição de um beta-2 agonista de longa duração (LABA). A combinação de CI e LABA em um único inalador é a terapia preferencial, pois oferece sinergia no controle da inflamação e broncodilatação. É crucial que residentes compreendam a importância de avaliar o controle da asma regularmente e ajustar a terapia conforme necessário, sempre buscando a dose mínima eficaz para manter o paciente assintomático e prevenir exacerbações. A adesão ao tratamento e a técnica inalatória também são fatores determinantes para o sucesso terapêutico.
O controle da asma é avaliado pela frequência de sintomas diurnos, despertares noturnos, necessidade de beta-2 agonista de curta duração para alívio e limitação de atividades. Sintomas > 2x/semana ou despertar noturno > 1x/semana indicam asma não controlada ou parcialmente controlada.
A associação de um corticoide inalatório (CI) com um beta-2 agonista de longa duração (LABA) é mais eficaz do que o aumento da dose de CI isoladamente para melhorar o controle da asma, reduzir exacerbações e melhorar a função pulmonar em pacientes com asma persistente moderada a grave.
O aumento da dose de CI é uma opção, mas a adição de um LABA é geralmente preferível após o uso de CI em dose baixa. Outras opções incluem tiotrópio, antileucotrienos ou biológicos, dependendo da gravidade e fenótipo da asma, se o controle não for alcançado.
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