UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2019
Menino, 8a, está internado em Enfermaria por episódio de exacerbação de asma. O quadro atual teve início há 7 dias, com tosse e dificuldade respiratória progressiva, classificado como asma grave. Nos primeiros dois dias permaneceu em Unidade de Terapia Intensiva, onde recebeu oxigênio por máscara não reinalante com reservatório; corticoterapia e sulfato de magnésio intravenosos; beta2-agonista e brometo de ipratrópio inalatórios, sem necessidade de intubação orotraqueal. Antecedentes pessoais: asma há 3 anos, em uso irregular das medicações prescritas. AS ORIENTAÇÕES QUE O PACIENTE DEVE RECEBER NA ALTA SÃO:
Alta de asma grave: ICS diário + salbutamol spray oral q20min por 1h para crises agudas em casa.
Após uma exacerbação grave de asma, a educação do paciente e dos pais é fundamental. O tratamento de manutenção com corticosteroides inalatórios diários é crucial para o controle da inflamação e prevenção de futuras crises. Para o manejo de crises agudas em domicílio, o salbutamol spray oral (MDI com espaçador) deve ser usado em doses repetidas a cada 20 minutos por até 1 hora, conforme a resposta, antes de buscar atendimento médico.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de crianças globalmente. Exacerbações graves, como a descrita no caso, exigem internação e tratamento intensivo. Após a estabilização e alta hospitalar, a educação do paciente e de seus cuidadores é um pilar fundamental para o controle da doença e prevenção de futuras crises, sendo um ponto crítico para a prática clínica e provas de residência. O plano de ação para a asma deve incluir duas vertentes principais: o tratamento de manutenção e o manejo das crises agudas em domicílio. O tratamento de manutenção é baseado no uso diário e contínuo de corticosteroides inalatórios (ICS), que agem reduzindo a inflamação subjacente das vias aéreas. A adesão a essa medicação é essencial, mesmo na ausência de sintomas, para manter a asma sob controle e prevenir a hiperresponsividade brônquica. A interrupção ou uso irregular, como mencionado no histórico do paciente, é um fator de risco para exacerbações. Para as crises agudas, o paciente deve ter um plano claro de uso da medicação de resgate, que são os beta2-agonistas de curta ação, como o salbutamol. A orientação correta é utilizar o salbutamol em spray (MDI) com espaçador, administrando 2 a 4 jatos a cada 20 minutos por até 1 hora. Se não houver melhora após esse período ou se houver piora dos sintomas, o paciente deve ser levado imediatamente a um serviço de emergência. A alternativa D reflete as diretrizes atuais para o manejo domiciliar da asma, enfatizando a importância do controle diário e da resposta rápida e adequada às crises.
O corticoide inalatório é a medicação controladora mais eficaz para a asma, agindo na inflamação crônica das vias aéreas. Seu uso diário e contínuo previne exacerbações, melhora a função pulmonar e reduz a necessidade de medicação de resgate.
Em uma crise, o salbutamol spray (MDI) deve ser usado com espaçador, administrando 2 a 4 jatos a cada 20 minutos por até 1 hora. Se não houver melhora significativa após 1 hora, o paciente deve procurar atendimento médico de emergência.
A adesão ao tratamento de manutenção, especialmente com corticosteroides inalatórios, é crucial porque a asma é uma doença inflamatória crônica. O uso irregular leva a um controle inadequado, maior risco de exacerbações graves, hospitalizações e piora da qualidade de vida.
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