Asma Infantil: Manejo da Asma Persistente em Crianças

PMF - Prefeitura Municipal de Franca (SP) — Prova 2021

Enunciado

Criança de 6 anos, com antecedente de asma, vem para consulta ambulatorial. Mãe conta que criança tem participado de atividades de educação física na escola e tem feito aulas de natação. Refere crises de tosse cerca de 5 vezes por semana, com necessidade de usar Salbutamol cerca de 3 vezes por semana. Refere que criança não costuma acordar a noite por crise. Precisou procurar o Pronto Atendimento somente 1 vez, há 3 meses, quando paciente fez uso de prednisolona e salbutamol por 5 dias. Qual a recomendação para manejo da asma desse paciente?

Alternativas

  1. A) Não é necessário uso de medicação profilática, somente higiene ambiental e medicações de resgate.
  2. B) Prescrição de corticoide inalatório em dose baixa.
  3. C) Prescrição de corticoide inalatório e beta2-agonista de longa duração
  4. D) Prescrição de corticoide inalatório em dose moderada

Pérola Clínica

Asma persistente em criança: tosse >2x/sem ou uso SABA >2x/sem → Corticoide inalatório dose baixa (Step 2 GINA).

Resumo-Chave

A criança apresenta sintomas de asma persistente (tosse 5x/semana, uso de Salbutamol 3x/semana). De acordo com as diretrizes GINA para crianças > 5 anos, isso indica a necessidade de terapia controladora, sendo o corticoide inalatório em dose baixa a primeira linha para o Step 2 do tratamento.

Contexto Educacional

O manejo da asma pediátrica é um tópico crucial na residência, visando o controle dos sintomas e a prevenção de exacerbações. A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, e sua prevalência é alta em crianças, impactando significativamente a qualidade de vida. A classificação da asma em intermitente, persistente leve, moderada ou grave, baseada na frequência dos sintomas diurnos e noturnos, uso de medicação de resgate e limitações de atividade, é fundamental para guiar o tratamento. A fisiopatologia envolve inflamação crônica e hiperresponsividade brônquica. O diagnóstico é clínico, baseado na história de sibilância, tosse e dispneia, especialmente com desencadeantes. A espirometria é útil para confirmar o diagnóstico e monitorar a função pulmonar em crianças maiores. A suspeita deve surgir quando há sintomas respiratórios recorrentes, especialmente com padrão noturno ou desencadeado por exercícios ou alérgenos. O tratamento da asma persistente em crianças geralmente inicia com um corticoide inalatório em dose baixa, conforme o Step 2 das diretrizes GINA. Este é o pilar da terapia de controle, reduzindo a inflamação e a hiperresponsividade. A adesão ao tratamento e a técnica correta de inalação são essenciais para o prognóstico. Pontos de atenção incluem a educação do paciente e da família sobre a doença, o uso correto dos medicamentos e a identificação e evitação de gatilhos. O objetivo é manter a criança assintomática, com função pulmonar normal e sem exacerbações.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para classificar a asma como persistente em crianças?

Em crianças > 5 anos, a asma é classificada como persistente quando há sintomas diurnos mais de duas vezes por semana, uso de beta2-agonista de curta duração mais de duas vezes por semana, ou qualquer sintoma noturno. A frequência e intensidade dos sintomas definem a gravidade.

Por que o corticoide inalatório em dose baixa é a primeira linha para asma persistente leve?

O corticoide inalatório (CI) é a medicação controladora mais eficaz para asma, agindo na inflamação subjacente das vias aéreas. Em dose baixa, minimiza efeitos adversos enquanto oferece controle significativo dos sintomas e previne exacerbações, sendo o Step 2 nas diretrizes GINA.

Quando é indicado adicionar um beta2-agonista de longa duração (LABA) ao tratamento da asma em crianças?

A adição de um LABA é geralmente considerada no Step 3 ou 4 do tratamento da asma, quando a asma não está controlada com corticoide inalatório em dose baixa ou moderada. LABAs nunca devem ser usados como monoterapia em asma, devendo sempre ser combinados com CI.

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