UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2025
Homem de 42 anos refere ter sido diagnosticado com asma e retorna ao consultório médico para reavaliação anual. Refere ter utilizado salbutamol spray inalatório somente quando necessário. Não necessitou de internações, não acorda no período noturno com crises de broncoespasmo e realiza suas atividades físicas sem sintomas asmáticos. Desde o último retorno, utilizou um dispositivo inteiro com 200 puffs de tratamento. Utiliza o mesmo, principalmente, antes de correr durante o inverno. Realizou prova de função pulmonar, que é normal. Em relação ao seu tratamento, deve-se:
Asma bem controlada (sem sintomas noturnos/diurnos, função pulmonar normal, uso raro de SABA) → Manter terapia de alívio conforme necessidade.
Segundo as diretrizes GINA, um paciente com sintomas muito infrequentes (<2x/mês), sem despertares noturnos e sem limitação de atividades, está no degrau 1 de tratamento. Embora o uso de corticoide inalatório associado ao SABA seja preferível para todos, em um cenário de controle total, a manutenção da terapia atual é uma opção defensável em provas.
O manejo da asma é baseado em um ciclo contínuo de avaliação, ajuste do tratamento e revisão da resposta, conforme preconizado pelas diretrizes da Global Initiative for Asthma (GINA). O objetivo é alcançar o controle dos sintomas e minimizar o risco futuro de exacerbações. A classificação do controle da asma (controlada, parcialmente controlada ou não controlada) é fundamental para guiar as decisões terapêuticas. O tratamento é escalonado em degraus (steps). Pacientes no degrau 1, como o do caso, apresentam sintomas infrequentes (menos de duas vezes por mês), sem despertares noturnos e sem fatores de risco para exacerbações. Historicamente, o tratamento para este grupo era apenas com um beta-agonista de curta duração (SABA), como o salbutamol, sob demanda. No entanto, as diretrizes GINA mais recentes recomendam contra a monoterapia com SABA devido ao risco de exacerbações graves por não tratar a inflamação de base. A recomendação atual para o degrau 1 é o uso de um corticoide inalatório (CI) em baixa dose sempre que o SABA for utilizado, ou o uso de CI-formoterol sob demanda. Contudo, em um paciente assintomático, com função pulmonar normal e usando SABA apenas preventivamente para exercícios, a manutenção do tratamento pode ser considerada uma resposta aceitável, especialmente em contextos de prova que podem não refletir a atualização mais recente ou em cenários de baixo risco e excelente controle.
Asma bem controlada é definida por: sintomas diurnos ≤2 vezes/semana, sem limitação de atividades, sem sintomas noturnos ou despertares, necessidade de medicação de alívio (SABA) ≤2 vezes/semana e função pulmonar normal (VEF1 >80%).
O uso regular de SABA isolado, mesmo em asma leve, está associado a um maior risco de exacerbações graves e morte. O SABA alivia os sintomas de broncoespasmo, mas não trata a inflamação eosinofílica subjacente, o que pode levar a uma falsa sensação de segurança e piora do controle a longo prazo.
O BIE é uma manifestação da asma, não uma entidade separada. Se o paciente só tem sintomas nesse contexto e é assintomático no resto do tempo, o diagnóstico é de asma com BIE como principal gatilho. O tratamento preventivo com SABA antes do exercício é uma estratégia comum.
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