UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2021
Paciente do sexo masculino, 17 anos, procurou atendimento médico devido dispneia com sibilância, recebendo diagnóstico presuntivo de asma brônquica, conseguindo-se reversão da crise na urgência. O paciente recebeu alta deste atendimento com solicitação de exames diagnósticos, porém sem prescrição inicial de medicações; ele procura por atendimento ambulatorial após os resultados, que confirmam critérios para o diagnóstico de asma. No momento ele refere crises ocasionais, associadas principalmente à atividade física, aproximadamente 3 vezes por semana que em geral remitem de forma espontânea com repouso. Com base no quadro exposto, assinale a alternativa que descreve a abordagem preferencial para este paciente.
Asma leve (sintomas < 4x/sem, sem despertar noturno) → ICS-formoterol em demanda (GINA Step 1).
Para asma leve, especialmente com sintomas induzidos por exercício, a estratégia preferencial atual (GINA) é o uso de corticoide inalatório (ICS) combinado com formoterol (LABA de início rápido) em demanda, pois oferece controle dos sintomas e proteção contra exacerbações, sendo superior ao SABA isolado.
A asma brônquica é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de pessoas, incluindo adolescentes. O manejo adequado é crucial para controlar os sintomas, prevenir exacerbações e manter a função pulmonar. As diretrizes globais, como as da GINA (Global Initiative for Asthma), têm evoluído para otimizar o tratamento, especialmente em casos de asma leve. Para pacientes com asma leve, que apresentam sintomas ocasionais (menos de 4-5 vezes por semana) e sem despertares noturnos frequentes, a abordagem terapêutica tem sido revisada. Anteriormente, o uso de broncodilatadores de curta ação (SABA), como o salbutamol, em demanda era comum. No entanto, estudos demonstraram que o uso isolado de SABA pode aumentar o risco de exacerbações graves e mortalidade, pois não aborda a inflamação subjacente. As diretrizes GINA atuais recomendam que todos os pacientes com asma recebam corticoide inalatório (ICS). Para asma leve (Etapa 1 e 2), a estratégia preferencial é o uso de ICS combinado com formoterol (um agonista beta-2 de longa ação com rápido início de ação) em demanda, ou seja, o paciente utiliza essa combinação sempre que sentir sintomas. Essa abordagem oferece alívio rápido dos sintomas e, ao mesmo tempo, fornece a dose anti-inflamatória necessária para reduzir o risco de exacerbações, sendo superior ao SABA isolado.
O paciente apresenta crises ocasionais, aproximadamente 3 vezes por semana, associadas à atividade física, que remitem espontaneamente. Isso se enquadra na classificação de asma leve, que pode ser intermitente ou persistente leve, dependendo da frequência exata e outros fatores, mas o manejo é similar.
A combinação de corticoide inalatório (ICS) com formoterol (um broncodilatador de longa ação com rápido início) em demanda trata tanto a broncoconstrição quanto a inflamação subjacente da asma. O salbutamol (SABA) apenas alivia a broncoconstrição, não tratando a inflamação, o que pode levar a um risco aumentado de exacerbações graves.
As diretrizes GINA (Global Initiative for Asthma) recomendam para a asma leve (Etapa 1 e 2) o uso de ICS-formoterol em demanda para alívio dos sintomas, em vez de SABA isolado. Isso garante que o paciente receba corticoide inalatório sempre que precisar de broncodilatador, controlando a inflamação.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo