UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2025
Menino, 8a e 4m, apresenta crises de sibilância desde os 2 anos, desencadeadas por pó, bolor e resfriados. Usou montelucaste dos 2 aos 4 anos e, atualmente, usa dipropionato de beclometasona, 800 mcg/dia, devido à falta de controle do quadro clínico. Apresenta tosse noturna e falta de ar quando corre, fazendo uso de salbutamol quatro vezes na semana. Nas últimas quatro semanas, não procurou pronto atendimento. A contuda é:
Asma não controlada com dose alta de CI → Associar LABA + revisar técnica e adesão.
O manejo da asma persistente requer escalonamento terapêutico; se a dose alta de corticoide isolado falha, a associação com LABA é o próximo passo recomendado pelas diretrizes.
A asma é a doença crônica mais comum na infância e seu tratamento é baseado em um ciclo de avaliação, ajuste e revisão. O caso clínico descreve uma criança em uso de dose alta de beclometasona (800 mcg/dia) sem controle adequado (sintomas noturnos e limitação ao exercício). De acordo com as diretrizes do GINA e da Sociedade Brasileira de Pediatria, antes de qualquer mudança, deve-se checar a técnica de inalação e a adesão. Uma vez confirmada a falha terapêutica com monoterapia de CI em dose alta, a conduta correta é a associação de um LABA (como formoterol ou salmeterol). A terapia combinada CI-LABA oferece melhor controle dos sintomas e redução de exacerbações em comparação ao aumento isolado da dose do corticoide, que possui uma curva de dose-resposta achatada e maior risco de efeitos sistêmicos.
Segundo o GINA, a asma é não controlada se nas últimas 4 semanas a criança apresentou: sintomas diurnos >2x/semana, qualquer despertar noturno por asma, uso de medicação de resgate >2x/semana ou qualquer limitação de atividades.
Para crianças cujos sintomas não são controlados na Etapa 3 (dose média de CI), a Etapa 4 recomenda a associação de um Corticoide Inalatório (CI) em dose média com um Broncodilatador de Longa Duração (LABA), ou o encaminhamento para especialista.
O corticoide oral é indicado para o manejo de exacerbações agudas (crises) por curto período (3-5 dias) ou como terapia de manutenção na Etapa 5 (asma grave), embora biológicos sejam preferíveis hoje para evitar efeitos colaterais sistêmicos.
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