SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2021
Considerando a alta prevalência de asma na população brasileira, sobretudo jovem, considere as seguintes condutas para seu manejo: I. Todos devem fazer controle ambiental. II. Paciente no uso de corticóide inalatório + formoterol por demanda, sem controle satisfatório, muda preferencialmente para corticóide inalatório diário com o beta agonista de ação curta por demanda. III. Na adição de tiotrópio ao esquema, avaliar fenotipagem com dosagem de Anti-IgE ou anti-IL5 ou anti-IL4R. IV. O montelucaste tem ação não inferior ao corticóide inalado no controle da asma, embora tenha ação menor na redução das exacerbações. Pode ser uma alternativa nos casos que não respondem ao corticóide inalado com formoterol sob demanda. As alternativas corretas são:
Controle ambiental é base no manejo da asma; CI+formoterol PRN é preferencial para asma leve.
O manejo da asma é escalonado conforme o controle. Corticosteroides inalatórios são a base do tratamento, e a escolha do broncodilatador de longa ação (LABA ou LAMA) ou terapia biológica depende da gravidade e fenotipagem da asma.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas com alta prevalência, especialmente em jovens, e seu manejo adequado é crucial para o controle dos sintomas e prevenção de exacerbações. As diretrizes GINA (Global Initiative for Asthma) fornecem um guia escalonado para o tratamento, que sempre inclui o controle ambiental como medida fundamental para reduzir a exposição a gatilhos. A base do tratamento farmacológico é o uso de corticosteroides inalatórios (CI), que reduzem a inflamação das vias aéreas. Para pacientes com asma leve, a estratégia preferencial é o uso de CI-formoterol por demanda. Em casos de controle insatisfatório, a terapia é escalonada, podendo incluir CI diário associado a broncodilatadores de longa ação (LABA) ou, em casos mais graves, a adição de um antagonista muscarínico de longa ação (LAMA) como o tiotrópio. Terapias biológicas, como anti-IgE (omalizumabe), anti-IL5 (mepolizumabe, reslizumabe, benralizumabe) e anti-IL4R (dupilumabe), são reservadas para asma grave não controlada e requerem fenotipagem específica com biomarcadores. O montelucaste, um antagonista do receptor de leucotrienos, é uma terapia adjuvante, mas não é superior ou equivalente aos CI e não deve ser usado como substituto primário.
O controle ambiental é fundamental para reduzir a exposição a alérgenos e irritantes, diminuindo a frequência e gravidade dos sintomas asmáticos e a necessidade de medicação.
Tiotrópio, um LAMA, é considerado como terapia adicional para pacientes com asma grave não controlada, geralmente a partir do Step 4 ou 5 das diretrizes GINA, em conjunto com CI+LABA.
Não, o montelucaste não é equivalente em eficácia aos corticosteroides inalatórios. Ele é uma terapia adjuvante, útil em alguns pacientes, mas não deve substituir o CI como tratamento de base.
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