HC ICC - Hospital do Câncer - Instituto do Câncer do Ceará — Prova 2025
Paciente retorna para consulta três meses depois de ter sido tratado de uma crise asmática em que apresentou tosse, sibilos e forte sensação de não poder respirar, depois de entrar num ambiente em que havia muito mofo. Aprendeu a usar medicamentos inalatórios e foi orientado a evitar o contato com fatores desencadeantes das crises. No momento o paciente informa que está conseguindo fazer suas atividades diárias e dormir sem se sentir limitado pela asma. Qual a melhor conduta terapêutica para esse paciente?
Paciente com asma bem controlada (GINA 1-2) → Terapia de alívio com corticoide inalatório (CI) + formoterol ou CI + SABA se sintomático.
Para pacientes com asma leve e bem controlada, o uso de corticoide inalatório apenas quando sintomático é uma estratégia validada (GINA). Isso minimiza a exposição a medicamentos e previne exacerbações, ao contrário do uso isolado de beta-agonistas de curta ação (SABA).
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas caracterizada por hiper-responsividade brônquica e obstrução variável ao fluxo aéreo. O objetivo do tratamento é alcançar e manter o controle dos sintomas, prevenir exacerbações e preservar a função pulmonar, utilizando a menor dose de medicação possível. O manejo da asma é escalonado, conforme as diretrizes da Global Initiative for Asthma (GINA). Para pacientes com sintomas infrequentes e que estão bem controlados, como o do caso, a abordagem mudou nos últimos anos. O uso de broncodilatadores de curta ação (SABA) de forma isolada não é mais recomendado como terapia de alívio preferencial, pois não trata a inflamação e seu uso excessivo está associado a piores desfechos. A estratégia atual para asma leve (GINA steps 1 e 2) preconiza o uso de um corticoide inalatório (CI) em baixa dose sempre que o paciente precisar de alívio. Isso pode ser feito com uma combinação de CI e formoterol (um beta-agonista de longa ação, mas de início rápido) ou usando o CI sempre que usar o SABA. Essa abordagem garante que a inflamação seja tratada a cada vez que o sintoma aparece, reduzindo significativamente o risco de crises graves.
Um paciente é considerado bem controlado quando apresenta sintomas diurnos menos de duas vezes por semana, sem limitação de atividades, sem sintomas noturnos e com necessidade mínima de medicação de alívio, além de função pulmonar normal.
A conduta é manter o paciente no menor degrau de tratamento (step) que mantenha o controle. Para asma leve (GINA 1-2), a terapia de alívio com corticoide inalatório associado a um broncodilatador de ação rápida, usada apenas quando necessário, é a preferencial.
O uso isolado e frequente de SABA mascara a inflamação das vias aéreas, levando a uma falsa sensação de controle. Isso aumenta o risco de exacerbações graves e até fatais, pois não trata a causa base da asma.
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