UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2021
Menino, 8 anos de idade, chega ao PS em regular estado geral, agitado, taquidispneico, com retração intercostal e subdiafragmática moderada. Frequência respiratória de 36 irpm e saturação arterial de oxigênio (SatO2) 92% em ar ambiente. Ausculta pulmonar com MV diminuído globalmente e sibilos difusos. Mãe refere que ele tem asma e no trajeto de 40 minutos utilizou salbutamol inalatório por 2 vezes, 4 puffs/vez. De acordo com as recomendações do GINA (Global Initiative for Asthma, 2020) qual é a conduta mais adequada quanto ao fornecimento de oxigênio?
Asma aguda moderada/grave → SatO2 alvo 94-98% com O2 suplementar (máscara de Venturi para FiO2 precisa).
Em exacerbações agudas de asma, o objetivo da oxigenoterapia é manter a saturação arterial de oxigênio entre 94-98%. A máscara de Venturi é preferível para garantir uma FiO2 precisa, especialmente em pacientes com risco de hipercapnia, embora não seja o caso primário em crianças com asma.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de crianças globalmente, sendo uma das principais causas de visitas a prontos-socorros e hospitalizações pediátricas. O manejo adequado das exacerbações agudas é crucial para prevenir desfechos adversos e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. As diretrizes do GINA (Global Initiative for Asthma) fornecem recomendações baseadas em evidências para o tratamento da asma em todas as faixas etárias. No contexto de uma crise asmática aguda, a avaliação da gravidade é fundamental e inclui a frequência respiratória, presença de retrações, nível de consciência e, principalmente, a saturação arterial de oxigênio. A hipoxemia é um marcador de gravidade e a correção com oxigenoterapia é uma prioridade. O uso de broncodilatadores de curta ação (como salbutamol) é a pedra angular do tratamento, mas a oxigenação adequada potencializa sua eficácia. A conduta inicial em uma crise asmática com hipoxemia (SatO2 < 94%) envolve a oferta de oxigênio suplementar. O objetivo é manter a SatO2 entre 94-98%. A máscara de Venturi é um dispositivo eficaz para fornecer concentrações precisas de oxigênio, sendo uma escolha adequada para garantir a FiO2 necessária e monitorar a resposta do paciente. O tratamento também inclui broncodilatadores inalatórios e, em casos mais graves, corticosteroides sistêmicos.
O objetivo é manter a saturação arterial de oxigênio (SatO2) entre 94% e 98%, conforme as diretrizes do GINA, para garantir oxigenação tecidual adequada e otimizar a resposta ao tratamento broncodilatador.
A máscara de Venturi permite a administração de uma fração inspirada de oxigênio (FiO2) precisa e controlada, o que é crucial para evitar tanto a hipoxemia quanto a hiperoxemia, especialmente em situações de crise respiratória.
Sinais incluem taquidispneia, retração intercostal e subdiafragmática, sibilos difusos, diminuição do murmúrio vesicular, agitação e SatO2 abaixo de 94% em ar ambiente, indicando a necessidade de intervenção imediata.
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