AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2024
Em relação à ascite, analise as assertivas abaixo:I. Restrição de sal e água é medida fundamental para o manejo de todos os pacientes com ascite.II. A espironolactona é mais eficiente que os diuréticos de alça no seu manejo.III. Pacientes com ascite secundária à carcinomatose peritoneal devem receber reposição de albumina quando o volume da paracentese for superior a 5 litros. Quais estão corretas?
Ascite: Espironolactona > diuréticos de alça. Reposição de albumina em paracentese > 5L (exceto carcinomatose).
A espironolactona é o diurético de primeira linha para ascite devido à sua ação no bloqueio da aldosterona, que está elevada na cirrose. A restrição hídrica não é universalmente indicada, apenas em casos de hiponatremia dilucional grave. A reposição de albumina após paracentese de grande volume (>5L) é crucial para prevenir disfunção circulatória pós-paracentese, mas não é necessária em ascite por carcinomatose peritoneal.
A ascite, acúmulo de líquido na cavidade peritoneal, é uma complicação comum da cirrose hepática, mas também pode ser causada por outras condições como insuficiência cardíaca, tuberculose peritoneal e carcinomatose. Sua presença indica doença hepática avançada e está associada a pior prognóstico, sendo um desafio clínico frequente para residentes. O manejo adequado é crucial para melhorar a qualidade de vida e prevenir complicações. A fisiopatologia da ascite na cirrose envolve hipertensão portal, vasodilatação esplâncnica e ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona, levando à retenção de sódio e água. O diagnóstico é clínico, confirmado por ultrassonografia e paracentese diagnóstica. A suspeita deve surgir em pacientes com aumento do volume abdominal e histórico de doença hepática. O tratamento da ascite inclui restrição de sódio na dieta e uso de diuréticos, com a espironolactona sendo a primeira escolha, frequentemente combinada com furosemida. A paracentese de grande volume é indicada para alívio sintomático, e a reposição de albumina é essencial após a retirada de mais de 5 litros para prevenir a disfunção circulatória pós-paracentese, exceto em ascite por carcinomatose.
A restrição de sal é fundamental para todos os pacientes com ascite, visando reduzir a retenção hídrica. A restrição de água, por outro lado, é indicada apenas em casos de hiponatremia dilucional grave.
A espironolactona é um antagonista da aldosterona, hormônio que está elevado na cirrose e contribui para a retenção de sódio e água. Sua ação é mais fisiológica e eficaz no controle da ascite, sendo o diurético de primeira linha.
A reposição de albumina é indicada quando o volume da paracentese excede 5 litros em pacientes com ascite por cirrose, para prevenir a disfunção circulatória pós-paracentese. Não é necessária em ascite por carcinomatose peritoneal.
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