AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2025
A apendicite aguda continua a ser o quadro cirúrgico agudo mais comum em crianças. Apresenta um espectro muito amplo de apresentação clínica e menos de 50% dos casos têm uma apresentação clássica.Sobre o manejo da apendicite aguda na infância analise as afirmativas abaixo.I - Quando a cirurgia ocorre dentro de 24 horas após o diagnóstico, nenhuma correlação foi demonstrada entre o momento da operação e as taxas de perfuração ou a morbidade pós-operatória.II - Para a apendicite simples (năo perfurada) uma dose pré-operatória de agente antimicrobiano de amplo espectro é suficiente.III - Na apendicite perfurada o antibiótico deve ser mantido intravenoso por 2 a 3 dias no pós-operatório até que a criança esteja afebril, aceitando dieta e pronta para alta.Sobre esta sltuação selecione a opção correta.
Apendicite pediátrica: cirurgia em até 24h do diagnóstico é segura; ATB é dose única na não perfurada e curso de 2-3 dias IV na perfurada.
O manejo da apendicite aguda em crianças é estratificado. A cirurgia realizada dentro de 24 horas do diagnóstico não aumenta as taxas de perfuração. A antibioticoterapia é profilática (dose única pré-operatória) para casos simples e terapêutica (curso intravenoso prolongado) para casos perfurados.
A apendicite aguda é a emergência cirúrgica abdominal mais comum na infância. Seu diagnóstico pode ser desafiador, pois a apresentação clínica é frequentemente atípica em crianças pequenas. O manejo adequado é crucial para evitar complicações como perfuração, abscesso e peritonite. O tratamento da apendicite aguda pediátrica evoluiu significativamente. Uma vez confirmado o diagnóstico, a cirurgia não precisa ser realizada com extrema urgência. Estudos demonstram que a apendicectomia realizada dentro de 24 horas do diagnóstico, após hidratação e antibioticoterapia inicial, é segura e não se associa a um aumento nas taxas de perfuração. Isso permite uma melhor preparação do paciente e da equipe cirúrgica. A antibioticoterapia é um pilar do tratamento e sua duração depende da gravidade do quadro. Para a apendicite simples (não perfurada ou não complicada), uma única dose de antibiótico de amplo espectro no pré-operatório é suficiente como profilaxia. Já na apendicite perfurada (complicada), a infecção se dissemina para a cavidade peritoneal. Nesses casos, o antibiótico tem finalidade terapêutica e deve ser mantido por via intravenosa no pós-operatório até que a criança esteja clinicamente estável, afebril e tolerando dieta, geralmente por 2 a 3 dias, podendo ser estendido conforme a evolução.
Sinais de perfuração incluem febre alta (>38.5°C), leucocitose acentuada com desvio à esquerda, dor abdominal difusa com sinais de peritonite (defesa e descompressão brusca positiva), e achados de imagem como abscesso, líquido livre ou pneumoperitônio.
Na apendicite não perfurada, o antibiótico é profilático, para prevenir infecção da ferida cirúrgica. Na perfurada, há contaminação da cavidade peritoneal (peritonite), e o antibiótico se torna terapêutico, necessitando de um curso mais longo para tratar a infecção já estabelecida.
Não necessariamente. Estudos mostram que, uma vez feito o diagnóstico e iniciada a antibioticoterapia, a apendicectomia pode ser realizada com segurança dentro de 24 horas sem aumento significativo nas taxas de perfuração ou complicações, permitindo melhor planejamento cirúrgico.
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