HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2021
Paciente portador de fibrilação atrial crônica interna com quadro de síndrome coronariana aguda sem supradesni-velamento do segmento ST (SCASSST) e troponina elevada. Já era usuário crônico do anticoagulante oral direto (ACOD), apixabana. É submetido a cateterismo e angioplastia com Stent farmacológico. Quanto a isso é Correto afirmar:
FA + SCA + ICP → Terapia antitrombótica individualizada: tripla (curta), dupla (até 1 ano), ACOD (após 1 ano).
O manejo antitrombótico em pacientes com fibrilação atrial e síndrome coronariana aguda submetidos a intervenção coronariana percutânea com stent farmacológico é complexo e visa equilibrar os riscos de trombose do stent, eventos isquêmicos e sangramento. As diretrizes atuais recomendam uma terapia tripla por um período curto (geralmente até 1 semana, ou 1 mês em alto risco isquêmico), seguida por terapia dupla (ACOD + um antiplaquetário) por até 1 ano, e então monoterapias com ACOD.
O manejo antitrombótico em pacientes com fibrilação atrial (FA) que desenvolvem uma síndrome coronariana aguda (SCA) e são submetidos a intervenção coronariana percutânea (ICP) com implante de stent farmacológico é um desafio clínico. O objetivo é prevenir eventos trombóticos coronarianos e cerebrais, minimizando o risco de sangramento. As diretrizes atuais recomendam uma abordagem individualizada, estratificando o risco isquêmico e hemorrágico do paciente. Inicialmente, pode-se considerar uma terapia tripla (anticoagulante oral direto - ACOD, aspirina e um inibidor P2Y12) por um período muito curto, geralmente até 1 semana, ou no máximo 1 mês para pacientes com alto risco isquêmico e baixo risco de sangramento. Após esse período, a terapia é escalonada para dupla terapia (ACOD + um inibidor P2Y12, preferencialmente clopidogrel) por 6 a 12 meses. A escolha do inibidor P2Y12 e a duração da terapia dupla dependem do balanço risco-benefício individual. Após 6 a 12 meses, a maioria dos pacientes deve permanecer apenas com o ACOD em monoterapias, suspendendo os antiplaquetários. Em pacientes com alto risco de sangramento, a terapia dupla pode ser encurtada para 3-6 meses, e a monoterapia com ACOD pode ser iniciada mais precocemente, por exemplo, após 6 meses. É fundamental a avaliação contínua do paciente para ajustar a estratégia antitrombótica ao longo do tempo, visando a máxima proteção com o mínimo risco de complicações hemorrágicas.
A terapia tripla (ACOD + AAS + inibidor P2Y12) é recomendada por um período muito curto, geralmente até 1 semana. Em pacientes com alto risco isquêmico e baixo risco de sangramento, pode ser estendida por até 1 mês.
A monoterapia com ACOD é geralmente recomendada após 6 a 12 meses da angioplastia, suspendendo os antiplaquetários. Em pacientes com alto risco de sangramento, pode ser considerada mais precocemente, após 6 meses.
O risco de sangramento é crucial. Em pacientes de alto risco hemorrágico, a duração da terapia tripla e dupla deve ser encurtada, priorizando a monoterapia com ACOD o mais rápido possível para minimizar complicações hemorrágicas.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo