Cirurgia de Urgência em Paciente com AAS: Reserva de Plaquetas

Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2023

Enunciado

Paciente de 60 anos em uso de AAS por IAM prévio, é internado com quadro de colecistite aguda litiásica com indicação de tratamento cirúrgico de urgência. O cirurgião deverá solicitar a reserva do seguinte componente sanguíneo para eventual necessidade em caso de sangramento per operatório:

Alternativas

  1. A) Plaquetas
  2. B) Plasma fresco
  3. C) Concentrado de hemácias
  4. D) Fator VII

Pérola Clínica

Paciente em uso de AAS para cirurgia de urgência com risco de sangramento → reservar plaquetas.

Resumo-Chave

O AAS inibe a agregação plaquetária, aumentando o risco de sangramento. Em cirurgias de urgência, a reversão da antiagregação é difícil e a transfusão de plaquetas é a medida mais eficaz para restaurar a hemostasia em caso de sangramento significativo, pois fornece plaquetas funcionais.

Contexto Educacional

A colecistite aguda litiásica é uma inflamação da vesícula biliar causada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo biliar. É uma condição comum que frequentemente requer tratamento cirúrgico de urgência (colecistectomia). O manejo pré-operatório de pacientes com comorbidades, especialmente aqueles em uso de antiagregantes plaquetários como o AAS, é um desafio clínico importante que exige planejamento cuidadoso. O ácido acetilsalicílico (AAS) é um antiagregante plaquetário amplamente utilizado na prevenção secundária de eventos cardiovasculares, como infarto agudo do miocárdio (IAM). Sua ação consiste na inibição irreversível da ciclo-oxigenase-1 (COX-1) nas plaquetas, o que impede a formação de tromboxano A2 e, consequentemente, a agregação plaquetária. Este efeito persiste pela vida útil da plaqueta (7-10 dias), tornando a reversão farmacológica difícil. Em situações de cirurgia de urgência, a suspensão do AAS não é viável, e o risco de sangramento peroperatório é elevado. Nesses casos, a medida mais eficaz para reverter a disfunção plaquetária e controlar um eventual sangramento é a transfusão de concentrado de plaquetas, que fornece plaquetas funcionais. Plasma fresco e concentrado de hemácias são indicados para outras coagulopatias ou anemia, mas não corrigem a disfunção plaquetária induzida pelo AAS.

Perguntas Frequentes

Qual o principal efeito do AAS que preocupa em cirurgias?

O AAS inibe irreversivelmente a ciclo-oxigenase-1 (COX-1) nas plaquetas, impedindo a produção de tromboxano A2 e, consequentemente, a agregação plaquetária. Isso aumenta o risco de sangramento, que persiste pela vida útil da plaqueta.

Por que a reserva de plaquetas é indicada para pacientes em uso de AAS em cirurgia de urgência?

A reserva de plaquetas é indicada porque o AAS causa disfunção plaquetária. Em caso de sangramento significativo durante a cirurgia, a transfusão de plaquetas é a forma mais rápida e eficaz de restaurar a hemostasia primária, fornecendo plaquetas funcionais.

Quando se deve suspender o AAS antes de uma cirurgia eletiva?

Para cirurgias eletivas, o AAS geralmente deve ser suspenso 7 a 10 dias antes do procedimento. Este período permite a renovação das plaquetas e a recuperação da função hemostática normal, minimizando o risco de sangramento.

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