Aspirina e Cirurgia de Urgência: Reserva de Plaquetas

FJG - Fundação João Goulart / SMS Rio de Janeiro — Prova 2015

Enunciado

Paciente de 70 anos de idade, diabético é internado com quadro de colecistite aguda litiásica com indicação de tratamento cirúrgico de urgência. Faz uso crônico de aspirina. O cirurgião deverá solicitar a reserva do seguinte componente sanguíneo para eventual necessidade:

Alternativas

  1. A) Plaquetas. 
  2. B) Plasma fresco.
  3. C) Sangue total.
  4. D) Fator VII.

Pérola Clínica

Aspirina crônica + cirurgia de urgência → risco de sangramento por disfunção plaquetária → reservar Plaquetas.

Resumo-Chave

Pacientes em uso crônico de aspirina apresentam disfunção plaquetária, aumentando o risco de sangramento intra e pós-operatório. Em cirurgias de urgência, onde a suspensão da aspirina não é possível, a reserva de plaquetas é essencial para corrigir rapidamente a hemostasia em caso de sangramento excessivo.

Contexto Educacional

O manejo de pacientes em uso crônico de antiagregantes plaquetários, como a aspirina, que necessitam de cirurgia de urgência, é um desafio clínico significativo. A aspirina inibe a função plaquetária, aumentando o risco de sangramento perioperatório. Em situações de urgência, não há tempo para a suspensão do medicamento e a renovação das plaquetas. Nesses casos, a avaliação do risco-benefício da cirurgia e a preparação para o manejo de possíveis complicações hemorrágicas são primordiais. A reserva de plaquetas é uma medida preventiva essencial, pois a transfusão de plaquetas pode reverter rapidamente a disfunção plaquetária induzida pela aspirina, fornecendo plaquetas funcionais para a hemostasia. Além da reserva de plaquetas, outras estratégias incluem a otimização da hemostasia local, o controle rigoroso da pressão arterial e a monitorização contínua do paciente. O cirurgião deve estar ciente do perfil de coagulação do paciente e ter um plano de contingência para o manejo de sangramentos.

Perguntas Frequentes

Por que a aspirina aumenta o risco de sangramento em cirurgias?

A aspirina é um antiagregante plaquetário que inibe irreversivelmente a ciclooxigenase-1 (COX-1) nas plaquetas, impedindo a formação de tromboxano A2, essencial para a agregação plaquetária. Isso leva a uma disfunção plaquetária e maior risco de sangramento.

Qual a conduta para pacientes em uso de aspirina que necessitam de cirurgia eletiva?

Em cirurgias eletivas, a aspirina geralmente é suspensa 7 a 10 dias antes do procedimento para permitir a renovação das plaquetas. No entanto, o risco de suspensão deve ser avaliado individualmente.

Quando a transfusão de plaquetas é indicada em pacientes cirúrgicos?

A transfusão de plaquetas é indicada em pacientes cirúrgicos com sangramento ativo e disfunção plaquetária (como a induzida por aspirina), ou em casos de trombocitopenia grave, para restaurar a capacidade hemostática.

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