SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2019
Paciente masculino, 53 anos, hipertenso, em uso de losartana 20 mg de 12 em 12 horas, irá realizar colecistectomia eletiva. De acordo com as orientações pré operatórias, ele deverá:
BRAs (losartana) e IECA: geralmente suspensos 24h antes da cirurgia eletiva para evitar hipotensão refratária.
A losartana é um bloqueador do receptor da angiotensina (BRA). A recomendação atual para BRAs e inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) é geralmente suspender a medicação 24 horas antes de cirurgias eletivas, devido ao risco de hipotensão refratária durante a anestesia. Manter a medicação pode aumentar o risco de instabilidade hemodinâmica. Portanto, a alternativa A está incorreta.
O manejo de medicações anti-hipertensivas no período pré-operatório é uma decisão crítica que visa equilibrar o controle da pressão arterial com a prevenção de eventos adversos durante a cirurgia e anestesia. A losartana pertence à classe dos bloqueadores do receptor da angiotensina (BRAs), que, juntamente com os inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA), atuam no sistema renina-angiotensina-aldosterona. A recomendação padrão para BRAs e IECA em cirurgias eletivas é a suspensão da medicação 24 horas antes do procedimento. Isso se deve ao risco aumentado de hipotensão intraoperatória grave e refratária, que pode ser difícil de manejar com vasopressores e fluidos, potencialmente comprometendo a perfusão de órgãos vitais. A interação desses medicamentos com agentes anestésicos pode exacerbar a vasodilatação e a depressão miocárdica. Em contraste, outras classes de anti-hipertensivos, como betabloqueadores e bloqueadores dos canais de cálcio, são frequentemente mantidas até o dia da cirurgia. A suspensão abrupta de betabloqueadores, por exemplo, pode levar a um efeito rebote, com taquicardia e hipertensão, aumentando o risco de eventos cardiovasculares. Portanto, a decisão de suspender ou manter a medicação deve ser individualizada, considerando o tipo de anti-hipertensivo, o risco cardiovascular do paciente e o tipo de cirurgia.
A losartana, um BRA, e os IECA são geralmente suspensos 24 horas antes de cirurgias eletivas devido ao risco de hipotensão grave e refratária durante a anestesia, que pode ser difícil de tratar com vasopressores.
Betabloqueadores e bloqueadores dos canais de cálcio são frequentemente mantidos no dia da cirurgia, pois sua suspensão pode levar a taquicardia de rebote ou hipertensão, aumentando o risco cardiovascular.
O principal risco é a ocorrência de hipotensão intraoperatória severa e refratária à administração de fluidos e vasopressores, o que pode comprometer a perfusão de órgãos vitais.
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